25/05/2016

Microfone Mata?

Por Maurício Arruda

Pois é...

Mais um caso daquela velha história de que microfone pode virar uma arma destruidora na mão de quem comete excessos.

E desta vez eu mesmo estava presente no culto onde o pastor que trouxe a exposição da Palavra de Deus "escorregou no quiabo". 

Na verdade penso que o exagero cometido beirou a falta de respeito, embora piamente creia que esta não era a intenção do pastor.

Me refiro ao fato de que no meio pregação trazida pelo pregador ao se referir à liturgia comum das igrejas católicas, suas palavras não foram bem escolhidas o que culminou num sentimento de ofensa por parte de uma visitante que eu mesmo havia levado ao culto.

O assunto trazido pelo pastor abordava a fato que alguns padres atualmente cantam em suas igrejas canções que nasceram no meio evangélico e hoje são cantadas em ambientes católicos, igreja, encontros, eventos, etc., entretanto os padres que compartilham destas canções jamais tiveram algum contato com os autores e cantores de tais canções e consequentemente também não solicitaram nenhuma autorização para usá-las. 

Sem entrar no mérito do "isso pode" ou "isso não pode", fato é que minha convidada, ainda católica, se apegou justamente neste momento de culto para justificar que não havia gostado do culto quando perguntada por seu marido que também estava presente.

Lamento o ocorrido e o que era difícil (levar o casal na igreja), fica mais difícil ainda. 

Há uma responsabilidade que não pode ser esquecida quando estamos nos dirigindo a pessoas dentro da igreja, sobretudo nos cultos públicos onde a presença de convidados e quase que inevitável. 

Nas Escrituras, temos a orientação do apostolo Paulo na epístola aos Efésios 4:29 que diz: "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem."

Infelizmente, nos esquecemos desta orientação e nossa limitação humana nos permite cometer tais erros.


Finalmente concluo que o uso de nossas palavras deve sempre passar pelo crivo das Escrituras que nos ensinam a fazer uso da mesma, mas sempre tendo como finalidade última o propósito de edificar aqueles que nos ouvem.

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