29/07/2011

Lascívia - O pecado que precisa ser combatido a cada dia!



Hoje o mundo está repleto de situações que induzem à lascívia e, se não vigiarmos, somos descaradamente impulsionados a ela. E isso é algo podre, ruim, nojento, é propensão para a sensualidade, e mais do que isso, é pecado e pecado, te afasta de Deus. Muito pouco se fala sobre o assunto, por motivos diversos: Há quem não fale, pois não tem confiança nas pessoas, outros por vergonha, alguns dizem que não sofrem de tal coisa e por aí vai. Como a proposta desta postagem é evitar que isto aconteça, abaixo seguem preciosas dicas de como agir na luta deste terrível desejo:


EVITAR — Evite, tanto quanto for possível e sensato, imagens e situações que despertam desejos impróprios. Eu disse "tanto quanto possível e sensato", porque às vezes a exposição à tentação é inevitável. E usei os termos "desejos impróprios", porque nem todos os desejos por sexo, alimento e família são maus. Sabemos quando tais desejos são impróprios, prejudiciais e estão se tornando escravizantes. Conhecemos nossas fraquezas e o que provoca tais desejos. Evitar é uma estratégia bíblica. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que com coração puro, invocam o Senhor (2 Tm 2.22). Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências. (Rm 13.14).

NÃO — Diga "não" a todo pensamento lascivo, no espaço de cinco segundos. E diga-o com a autoridade de Jesus Cristo."Em nome de Jesus: Não!" Você não tem mais do que cinco segundos. Se passar mais do que esse tempo sem opor-se a tal pensamento, ele se alojará em sua mente com tanta força a ponto de se tornar quase irremovível. Se tiver coragem, diga-o em voz alta. Seja resoluto e hostil. Como disse John Owen: "Mate o pecado, se não ele matará você". Ataque-o imediatamente, com severidade. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. (Tg 4.7).

VOLTAR — Volte seus pensamentos forçosamente para Cristo, como uma satisfação superior. Dizer "não" será insuficiente. Você tem de mover-se da defesa para o ataque. Combata o fogo com fogo. Ataque as promessas do pecado com as promessas de Cristo. A Bíblia chama a lascívia de "concupiscências do engano" (Ef 4.22). Tais concupiscências mentem e prometem mais do que podem oferecer. A Bíblia às chama de "paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância" (1 Pe 1.14). Somente os tolos cedem a elas.

"Num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro" (Pv 7.22). O engano é vencido pela verdade. A ignorância é derrotada pelo conhecimento. E tem que ser uma verdade gloriosa e um conhecimento formoso. Esta é razão por que escrevi o livro Vendo e Provando a Cristo (Seeing and Proving Christ — Crossway, 2001). Preciso de breves retratos de Cristo para me manter despertado, espiritualmente, para a sublime grandeza do Senhor Jesus. Temos de encher nossa mente com as promessas e os deleites de Jesus. E volvermo-nos imediatamente para tais promessas e deleites, depois de havermos dito "não".


MANTER — Mantenha, com firmeza, a promessa e o deleite de Cristo em sua mente, até que expulsem a outra imagem. "Olhando firmemente para… Jesus" (Hb 12.2). Muitos fracassam neste ponto. Eles desistem logo. Dizem: "Tentei expulsar a fantasia, mas não deu certo". Eu lhes pergunto: Por quanto tempo fizeram isso? Quanta rigidez exerceram em sua mente?

Lembre: a mente é um músculo. Você pode flexioná-la com violência. Tome o reino de Deus por esforço (Mt 11.12). Seja brutal. Mantenha diante de seus olhos a promessa de Cristo. Agarre-a! Não a deixe ir embora. Continue segurando-a. Por quanto tempo? Quanto for necessário. Lute! Por amor a Cristo, lute até vencer! Se uma porta automática estivesse para esmagar seu filho, você a seguraria com toda a sua força e gritaria por ajuda. E seguraria aquela porta… seguraria… seguraria… Jesus disse que muito mais está em jogo no hábito da lascívia: Portanto se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para londe de ti...  (Mt 5.29).

APRECIAR — Aprecie uma satisfação superior. Cultive as capacidades de obter prazer em Cristo. Uma das razões porque a lascívia reina em tantas pessoas é porque Cristo não lhes é muito cativante. Falhamos e somos enganados porque temos pouco deleite em Cristo. Não diga: "Esta conversa espiritual não é para mim". Que passos você tem dado para despertar sua afeição por Cristo? Você tem lutado para encontrar gozo? Não seja fatalista. Você foi criado para valorizar a Cristo — de todo o coração — mais do que valoriza o sexo, o chocolate ou o açúcar. Se você tem pouco desejo por Cristo, os prazeres rivais triunfarão.

Peça a Deus que lhe dê a satisfação que você não tem. Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias. (Sl 90.14). E olhe…olhe… e continue olhando para Aquele que é a pessoa mais magnificente do universo, até que você o veja da maneira como Ele realmente é.

MOVER – Mova-se da ociosidade e de outros comportamentos vulneráveis para uma atividade útil. A lascívia cresce rapidamente no jardim da ociosidade. Encontre algo útil para realizar, com todas as suas forças. No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor (Rm 12.11); Sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15.58).

Seja abundante em atividades. Faça alguma coisa: limpe um quarto, pregue uma tábua, escreva uma carta, conserte uma torneira. E faça tudo por amor a Jesus. Você foi criado para administrar e trabalhar. Cristo morreu para nos tornar zelosos "de boas obras" (Tt 2.14). Substitua as concupiscências e paixões enganosas por boas obras.

Pai de misericórdias, quão freqüentemente.
Deixamos de lutar contra a lascívia.
Temos abraçado o inimigo que faz guerra contra a nossa alma.
Perdoa-nos, de acordo com tua promessa de ser
Tardio em ira e abundante em misericórdia.
Vem agora e dá-nos nova determinação
Novo poder e nova visão de tuas
Promessas e de teu supremo valor.
Sacia-nos de manhã com a tua benignidade
Destrói a raiz de nossa lascívia com um prazer superior.

Em nome de Jesus, oramos. Amém.

(Artigo extraído do livro Penetrado pela Palavra, de John Piper)

Fonte: Blog Fiel

20/07/2011

Testando meu conhecimento bíblico 0009



Já é do conhecimento da maioria do povo cristão que Samuel foi consagrado a Deus, pois sua mãe Ana fez um voto a Deus e o prometeu caso o Senhor concedesse um filho homem, pois ela era estéril antes ao seu nascimento. (1 Samuel 1:11)

Então a pergunta de hoje é bem simples: Qual era o nome do pai de Samuel?

( ) Jeroão
( ) Elninho
( ) Elcana
( ) Ou assovia ou chupa cana
( ) Finéias

11/07/2011

A música - A igreja - A reflexão



A música foi uma maneira de Deus me dizer que eu era útil, que eu tinha como ajudar...
Que eu tinha valor no sentido de que eu não era um cara jogado às traças...
Que eu não era aquele monstro todo que eu achei que eu fosse... embora este mostro habite dentro de mim, de vez em quando ele volta...


A igreja às vezes está igual a hospital, cheio de doentes que ainda não se curaram e estão trazendo mais doentes para dentro. É difícil querer discutir assuntos polêmicos, seja este qual for, sem curar primeiro as nossas neuras.

Agente expulsa espíritos maus de todo mundo menos os nossos próprios. A visão cristã não pode ser unilateral. É preciso entender que Deus tem uma graça comum. Se eu olhar achando que eu sou mais do que as pessoas, eu nunca vou poder discutir nada.

Eu vejo a igreja na contra-mão do que Deus planejou. O que me deixa um pouco assustado é que Deus deixou a Sua glória para se misturar com as pessoas do mundo e os cristãos querem deixar o mundo para estar na glória. O "estar" para muitos cristãos é mais importante do que o "ser".

Só que há uma grande diferença nisso, pois se eu sou, posso estar em qualquer lugar, mas se estou e não sou, qualquer lugar em que eu esteja não vai servir pra nada. Enquanto a agente viver para nós mesmos...

Nossa música vive para nós mesmos, nossa teologia vive para nós mesmos, etc. Estamos numa teologia de 10 Km de comprimento por 1 Cm de profundidade, isso quando se conhece um pouco, então é muito difícil...

Segue um louvor profundo, rico em melodia e composição que serve muito para reflexão.




Em Nome da Justiça

Enquanto a violência acabar com o povão da baixada
E quem sabe tudo disser que não sabe de nada
Enquanto os salários morrerem de velho nas filas
E os homens banirem as leis ao invés de cumpri-las

Enquanto a doença tomar o lugar da saúde
E quem prometeu ser do povo mudar de atitude
Enquanto os bilhetes correrem debaixo da mesa
E a honra dos nobres ceder seu lugar à esperteza.

Não tem jeito não....  Não tem jeito não...  Não tem jeito não....  Não tem jeito não!

Só com muito amor a gente muda esse país
Só o amor de Deus pra nossa gente ser feliz
Nós os filhos Seus temos que unir as nossas mãos
Em nome da justiça, por obras de justiça

Quem conhece a Deus não pode ouvir e se calar
Tem que ser profeta e sua bandeira levantar
Transformar o mundo é uma questão de compromisso
É muito mais e tudo isso.

Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado
E em Nome de Deus se deixar os feridos de lado
Enquanto o pecado ainda for simplesmente um pecado
Vivido, sentido, embutido, espremido e pensado

Enquanto se canta e se dança de olhos fechados
Tem gente morrendo de fome por todos os lados
O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive...não
Pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive

Deus abençoe

Série - Limitação, Imitação e Participação - #3

Hoje vamos terminar a nossa série de discipulado com mais uma lei e ao final e concluí-las para uma boa aplicação em nossas vidas:

(para ler o que está escrito na imagem, clique sobre a mesma)
 

A LEI DA PARTICIPAÇÃO: O MESTRE É A CONSEQÜÊNCIA

Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor: Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa" (João 15.20). Advertência e privilégio. O discípulo participa da vida e obra do mestre. Na verdade, o discípulo é o continuador da obra do mestre, de modo que ele também recebe a mesma resposta que o mestre recebeu: ódio e perseguição dos que odiaram e perseguiram o mestre; e fraternidade e aceitação daqueles que também vão tornar-se discípulos do mestre através deles.

Esta é a lei da participação. O discípulo de Cristo participa daquelas mesmas coisas que Cristo participou. Coisas boas e coisas desagradáveis. É um engano pensar que seremos melhores ou mais bem-sucedidos que nosso Mestre. Jesus é o exemplo e o limite. Dele não podemos passar. A conseqüência de ser discípulo é ser tratado como trataram nosso Mestre.

"O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor: Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor: Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos" (Mateus 10.24-25). O discípulo recebe as conseqüências da vida do mestre. Logo depois disto, o texto diz, três vezes: "Portanto, não os temais" (Mateus 10.26,28,31). Não devemos temer, mas ficar alegres por ser "co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos alegreis exultando" (1 Pedro 4.13). A maior glória do discípulo é ser identificado com o seu mestre. Vamos ser tratados como trataram nosso mestre; este é o nosso papel, pois o discípulo não está acima do mestre.

APLICAÇÃO

As aplicações deste provérbio de Jesus que queremos ressaltar são:

1. Escolha bem seu mestre. Jesus proibiu-nos de aceitar um ser humano como nosso mestre, já que este lugar pertence somente a ele (Mateus 23.8). Os mestres humanos limitam e atrofiam o cristão impedindo que ele cresça até a estatura de Cristo (Efésios 4.13). "Maldito o homem que confia no homem... Bendito o homem que confia no SENHOR..." (Jeremias 17.5-8). Todo ser humano é meio cego, ou tem uma trave no olho: não serve de modelo para nós. O único modelo perfeito é o Senhor Jesus Cristo. Se o nosso limite for Jesus, não haverá limites para o crescimento espiritual.

2. Imite Jesus. A razão de sermos discípulos é aprender dele e imitá-lo. Desta forma, não há tarefa nenhuma que Jesus tenha feito que nós não queiramos fazer. Jesus nos deixou o exemplo (1 Pedro 2.21; João 13.15). A vida de Jesus não é somente história: é um manual de instruções; não é somente a vida dele, mas deve ser também a nossa.



3. Participe da missão de Jesus. Perseguição no meio de pregação foi a marca do ministério de Jesus e dos primeiros discípulos. Também deve ser a nossa marca. Não se trata de buscar uma "oposição gratuita", mas, sendo como o Mestre, seremos perseguidos (2 Timóteo 3.12).



Deus abençoe.

Veja aqui as Leis anteriores Lei #1, Lei #2


fonte: hermeneutica.org.br

05/07/2011

A hora que o crente mais mente é quando canta!

Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mateus 15:8


Por Maurício Arruda

O título da postagem talvez seja duro para alguns menos para outros, mas este é o cenário que normalmente vemos dentro e fora das igrejas, na conduta dos ditos "cristãos", "crentes", "vasos" e outras definições da gíria gospel atual. Infelizmente o percentual é assustador visto o comportamento e a conduta dos que deveriam no mínimo ser íntegros, uma vez que se apresentam como seguidores de Jesus. Não falo aqui de uma conduta politicamente correta e sem erros, sem pecados, seria impossível, contudo, o cristão de hoje já não encara mais sua espiritualidade desta forma.

O problema não se resume apenas a membros ou frequentadores da igreja. A distorção já vem do púlpito, dos que foram chamados por Deus e tem a responsabilidade de conduzir a igreja a uma adoração genuina, transparente e sincera, mas muitos destes ministros estão equívocados, vivendo uma farsa, corrompidos ou talvez nunca tiveram um encontro real com Deus. Cantam meramente para serem vistos, preocupados muito mais com suas vaidades, performaces, solos, mega-estruturas de eventos, etc e o que importa de verdade, ocupa um segundo plano. Me refiro a vida devocional, a santidade (não vai pensar que é só sexo hein mané), presença nos cultos não só para cumprir agenda de ministério, leitura das Escrituras, oração, evangelismo e vivência segundo o que Evangelho tem como parâmetros para uma vida cristã.

Estes, já não vestem mais a camisa do amor ao próximo, à causa do evangelho, à glorificação do nome de Jesus. Desejam apenas os holofotes da igreja e a glória para si de homens que também estão distantes da verdade.

Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?  Salmos 4:2



Então surgem algumas perguntas entre tantas:
- Por quê levantamos nossas mãos quando ouvimos um louvor/canção se não passam de palavras momentâneas que trazem um bom sentimento? Mas mudança de caráter mesmo, nenhuma!
- Por quê lágrimas caem dos olhos se a causa do próximo não me importa? Mesmo que este próximo seja alguém muito perto de mim?
- Para que pular e gritar no momento em que a igreja está adorando a Deus com canções se o pecado está me esperando na porta da igreja? E isso nem preocupa, lá fora ninguém me conhece, ninguém está vendo! Será?
- Para que bancar o espiritual, saber cantar um monte de canções que adoram a Deus se faço isso apenas no culto ou quando ouço algum louvor "que eu gosto" é claro, senão nem canto? Mas minha vida com Deus mesmo, não passa disso.
- Por quê dar a mão para o irmão (ã) que está ao lado num ato de comunhão se na verdade quando ele virar as costas vou falar da vida dele para 2 ou 3? Mas isso é fofoquinha gospel, então pode...

- Para que ir nas reuniões sejam estas cultos ou de ministério, se na verdade o que desejo mesmo que acabem o mais rápido possível para poder sair com o amigos e namorado (a) para alguma "comunhão"? Comunhão com Deus de verdade, nem pensar!


A canções que são expressões de adoração na boca de quem não vive o que canta não agrada o coração de Deus. Pode até causar boa impressão para os que estão à volta e para si mesmo, mas não ao Senhor. Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído; Isaías 29:13. Sou mesmo um adorador ou me incluo mais no título desta postagem?

Se nossos cânticos não são ações que adoram a Deus, esta atitude é vã e não passa de música, e diga-se de passagem, mentirosa. Logo, concluímos que adoração é um estilo de vida, é o modo como conduzimos nossas vidas dentro e fora da igreja. O que proferimos quando cantamos está diretamente associado ao modo "como vivemos". Precisamos ofertar a Deus uma adoração de qualidade, não importa onde e sim como adoramos. Em João 4:24  lemos: "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." Outro aspecto que deve ser observado é que o louvor é da boca pra fora, como fazemos quando cantamos e, a adoração é da boca pra dentro, é a forma de viver.

Portanto, é hora de refletir, voltar a essência verdadeira que é Jesus, glorificá-lo através da conduta a qual vivemos, buscar viver em santidade a todo custo através do Espírito Santo. Daí sim o louvor será o resultado da forma em que vivemos de forma verbalizada, um presente para Deus que certamente pode e deve ser cantado.

No mais, tudo na Santa Paz.

Deus abençoe.

01/07/2011

Email a Uma Dirigente do Louvor

Ministração de louvor... Um assunto que sempre dá horas de discussão, análise, críticas, dor de cabeça para tentar melhorá-lo, pontos de vista diferentes onde dúvidas são constantes, gente que opina sem sequer ter base bíblica ou qualquer "experiência" no assunto, etc.



Nesta postagem que segue, há pontos bastante interessantes de serem analisados, e antes de trazer polêmica para muitos, sobretudo os que acreditam fielmente que sabem tudo sobre o assunto, vale lembrar que o principal objetivo desta, é a reflexão. Portanto leia, se desejar comente e mais do que isso, se auto-analise e veja o que pode ser feito para melhorar o louvor ao qual você também é parte, ainda que não seja um ministro mas certamente um influenciador.

Postado por Augustus Nicodemus Lopes
De: Augustus Nicodemus Lopes
Para: lenita@louvorceleste.br
Enviada em: 15/06/2011
Cc:
Assunto: RES: Perguntas sobre ministração do louvor
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Prezada Lenita,

Recebi seu email contendo várias perguntas sobre a "ministração" do louvor. Desculpe não ter respondido antes, foi falta de tempo mesmo.

Você me diz que é uma levita em sua igreja e que ministra o louvor durante os cultos. Sim, de fato é um privilégio poder participar do culto a Deus servindo na parte da condução dos cânticos. Eu teria um pouco de dificuldade em considerar você como levita (apesar de você ter um nome parecido, hehe), pois para mim os levitas faziam muito mais do que conduzir o louvor no templo: eles matavam e esfolavam animais, limpavam o sangue, a gordura, o excremento e os restos dos animais sacrificados e levavam uma parte para queimar fora. Além disto, arrumavam o templo, cuidavam da mobília e utensílios, etc. Se você quiser ser levita como aqueles de Israel, terá de se tornar a zeladora da igreja, rsrsrs!

Bom, vamos agora às suas peguntas. Coloquei as suas perguntas em negrito, para facilitar:

1) Até que ponto posso manifestar minhas emoções ao cantar pra Deus? Desde que sejam manifestações autênticas, sem problemas. O que incomoda muito é quando se percebe que o dirigente está fingindo, ou fazendo força para demonstrar o que não está sentindo. A maioria dos membros das igrejas não se emociona fortemente quando cultua. As emoções nem sempre estão presentes. Por isto, eles podem ficar meio desconfiados quando o dirigente do louvor, nem bem começou a primeira música, já está virando os olhos, chorando e embargando a voz. Mas, se as emoções forem legítimas, elas podem ser expressadas sem muita afetação.

2) Levantar as mãos!! Posso? É errado? Não, não é errado, o problema é que às vezes parece uma forçação de barra, algo superficial e ensaiado, que não consegue convencer o povo de que é uma expressão sincera de adoração, Portanto, recomendo sabedoria e cuidado. É preciso deixar claro para o povo que não serão as mãos levantadas que tornarão o louvor mais espiritual ou mais aceitável diante de Deus. Não há qualquer relação direta na Bíblia entre posturas físicas e espiritualidade.

3) Posso pedir para a igreja levantar as mãos em um dado momento da música, por exemplo? Veja a resposta que dei à pergunta anterior. Eu acrescentaria que pode ficar meio constrangedor pedir para a igreja levantar as mãos durante um cântico, pois tem gente que não estará sentindo nada e outros que não se sentem bem fazendo isto. A melhor coisa é deixar que seja espontâneo, que parta do povo mesmo. Gosto da regra, "não estimule; não proíba".

4) Balançar de um lado pro outro, mesmo numa canção lenta é errado? Não, desde que não vire dança ou rebolado sensual, provocando a imaginação dos rapazes, que lutam para se concentrar na letra e na música.

5) Se me emocionar e chorar? Como eu disse, se for autêntico não haveria problemas, mas lhe confesso que é constrangedor ver dirigentes de louvor chorando como se aquilo fosse expressão máxima de espiritualidade ou comunhão com Deus. Quem não chora vai se sentir carnal, frio ou não convertido. Eu evitaria.

6) Em relação à ministração entre uma música e outra, posso falar sobre a palavra, citar versículo e até explanar de uma forma muito rápida e objetiva? Poder, pode, mas se você não tiver uma preparação teológica vai acabar dizendo abobrinha, como eu ouço direto. Não é fácil falar em público e dizer coisas que realmente edifiquem. Sua função é ajudar o povo a adorar a Deus através da música. Estes sermonetes entre músicas soam às vezes forçados, pois geralmente se tenta fazer uma ponte entre o tema da música e uma passagem da Bíblia, e isso fica forçado e artificial.

7) Falar aleluia ou glória a Deus, claro que com reverência, sem gritar, por exemplo, é permitido? Não vejo problemas. Mais uma vez, todavia, é preciso ter certeza que são manifestações autênticas e não artificiais.

Lenita, o problema todo é esta superficialidade de alguns dirigentes de louvor que ficam se emocionando, chorando, revirando os olhos, gemendo lá na frente durante o louvor, e que uma vez encerrado este período, ficam do lado de fora do templo batendo papo com os componentes da banda enquanto o culto continua acontecendo. Fica óbvio para todo mundo que era apenas fingimento.

Acho que os dirigentes de louvor seriam uma bênção maior se fizessem apenas isto mesmo, dirigir o louvor, ajudando o povo a entoar os louvores a Deus. Qual o propósito destas demonstrações de êxtase e enlevo fortemente emocionais à frente da Igreja? Ajuda em quê? Não quero generalizar, pois seria injusto, claro - mas às vezes fica a impressão que é apenas uma maneira de auto-promoção. Pense nisto.

No mais, que o Senhor continue a abençoar sua vida preciosa.

Um abraço!
Augustus

[Trata-se de um email fictício, embora baseado em fatos reais]

Fonte: O Tempora, O Mores
 

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