29/09/2010

Liderança e as marcas da integridade




Por: Ronaldo Lidório


Se deseja conhecer a integridade de um líder, observe os detalhes. Conheça-o na informalidade do lar, no trato com amigos chegados, na conversa ao telefone. O conceito bíblico de sermos fiéis no pouco para sermos colocados no muito pressupõe grau de dificuldade e detalhamento. O pouco nos prova como também nos expõe. É, portanto, no pouco, nos detalhes da vida, que podemos diagnosticar nossas carências e limitações, e ali aprender com o Mestre. Como bem aplicou Platão, filósofo grego: “Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa”. A informalidade nos expõe com maior frequência, pois nos encontra em estado de expontaneidade.

Um dos desafios mais difíceis que enfrentamos desde nossos primeiros pais é a tradução de nossos valores espirituais e morais para atitudes espirituais e morais em nossa vida diária. Permitam-me listar aqui, dentre tantas atitudes que buscam a construção de um caráter íntegro, algumas que observo de extrema colaboração neste sentido.

CALAR-SE

Vivemos em uma socidade onde o simbolismo é elemento definidor das relações humanas. Assim, valorizamos a comuicação verbal, os discursos, as respostas bem colocadas, o jogo de palavras. Se por um lado isto colabora para desenvolver uma comunicação mais ativa, por outro tem nos levado a esquecer o valor do silêncio.

A integridade de um líder é testada na adversidade e uma das atitudes mais comuns perante a adversidade relacional é o confronto. Frequentemente falamos quando deveríamos nos calar, especialmente em contextos ministeriais onde as críticas nos bastidores ganham a nossa atenção e somos levados a reagir de forma desproporcional, desnecessária ou mesmo inapropriada.

Certamente há momentos de falar, fazer-se ouvir. Mas reconheço que os homens de Deus que tenho conhecido buscavam mais o silêncio do que o confronto verbal perante as adversidades, e faziam a obra de Deus.

Um dos grandes investimentos que podemos fazer em relação ao outro é justamente ouvi-lo. Lincoln dizia que, ao dialogar com alguém gastava um terço do tempo pensando no que falar e dois terços pensando no que o outro falava.

A maior dificuldade para se ouvir é quando não é preciso ouvir. Penso aqui em uma figura de autoridade que, em sua presente função, seja um professor, um chefe, um líder de equipe ou um pastor, não precisaria ouvir e poderia tão somente falar. Talvez um dos maiores e mais freqüentes erros.

NÃO NEGOCIAR A VERDADE

Provérbios 12:19 nos diz que “O lábio verdadeiro permanece para sempre; mas a língua mentirosa apenas por um momento”. Há certos valores que precisam estar sempre presentes em nossas vidas, relacionamento e processos de liderança. Um deles é não negociar a verdade. Isto inclui, de forma especial, a manipulação da verdade. Refiro-me ao evitamento ou maquiagem da verdade para se contornar um problema ou se beneficar de um resultado.

Quando a Palavra nos ensina que a posição do crente, o seu falar, deve ser “sim sim, não não” o que se advoga não é uma atitude de extremos: ou sim ou não. O assunto aqui é a verdade: dizer sim quando for sim e não quando for não. No cenário do genuino cristianismo a verdade não pode ser negociada e ela é um dos grandes blocos que constrói uma vida íntegra.

Abraham Lincoln foi um dos estadistas mais atacados em toda a história dos Estados Unidos da América. Recebeu título de desonesto, corrupto, incapaz, mentiroso e adúltero. O Illinois State Register referia-se a ele como o “político mais desonesto da história americana”. Quando aconselhado a negociar benefícios para os donos dos grandes jornais a fim de que sua imagem fosse poupada, Lincoln respondeu: “Quando deixar este escritório gostaria de sair com um amigo fiel ao meu lado. Minha consciência”.

Ao falar sobre a verdade de forma mais objetiva (o que é verdadeiro), posso dar-lhe a entender, erroneamente, que esta é a única forma de verdade que importa. Há uma verdade subjetiva a qual também devemos valorizar. Trata-se da verdade volitiva, ou seja, os motivos que nos levam a agir e reagir. Os motivos que nos levam a fazer algo ou deixar de fazer. A falar e calar. Tais verdades motivacionais precisam ser obervadas de perto pois elas representam o atual estado de nosso coração. Muitos líderes podem desenvolver realizações corretas por motivações erradas.

A integridade, que não negocia a verdade seja objetiva ou subjetiva, alimenta um caráter mais parecido com Cristo.

ASSUMIR RESPONSABILIDADE

Quando nos posicionamos ao lado da verdade normalmente somos chamados a assumir responsabilidades, seja pela irredutível defesa de algo que no senso comum poderia passar despercebido, seja por falhas e pecados em nossas vidas que precisam ser confrontados, perdoados e abandonados.

Segundo o escritor francês François La Rochefoucauld quase todas as nossas falhas são mais perdoáveis do que os métodos que concebemos para escondê-las. Uma vida íntegra leva em consideração a possibilidade da falha, do pecado e da queda. Ou seja, precisamos assumir a responsabilidade perante nossas atitudes a fim de mantermos a integridade espiritual e moral. E esta é uma das lições mais difíceis de serem aprendidas. O caminho aparentemente mais curto no caso de uma queda - a negação do pecado e sua responsabilidade sobre ele - não é de fato curto, pois não nos leva onde Deus nos quer.

Permita-me endereçar líderes que possuem grande dificuldade de pedir perdão de maneira verbal e clara, ou de voltar atrás em decisões tomadas mesmo quando francamente equivocadas. Esta postura provém de um coração soberbo. Uma soberba que lhe faz pensar (mesmo que não de forma gráfica) sobre a sua superioridade. Talvez nutrida pelo seu conhecimento, ou sua posição de liderança, ou sua função de destaque, seus ganhos e merecimentos. Perceba, porém, que este é o caminho de morte. Seu coração, ao negar procurar o outro e falar: errei, perdoa-me, se lança em uma rota de colisão com o temor do Senhor e a sabedoria, o entendimento de que somos todos igualmente dependentes da graça de Cristo para viver.

Há também aqueles que, para reconhecerem um erro e assumirem a responsabilidade o fazem sob protesto e acusações. Refiro-me aos que, perante seu próprio pecado, racionalizam que o outro também pecou, ou é um agressor maior, que não foi leal ou submisso. Grande erro. Estas razões não passam de sombras nas quais tentam esconder seus próprios corações da humildade necessária para o quebrantamento.

Leon Tolstoi sabia que “todos pensam em mudar a humanidade, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo ” atestando que é sempre mais fácil falar sobre os problemas universais do que sobre o pecado do coração. E Wertheimer escreveu que “somente depois de as termos praticado é que as faltas nos mostram quão facilmente as poderíamos ter evitado ”.

Nenhum de nós está isento da possibilidade do erro. Uma das admiráveis atitudes de Davi foi justamente assumir integralmente a sua responsabilidade quando Natan, após falar sobre um que roubara a única ovelhinha do vizinho, afirmou: “este homem és tu” . Davi não deu desculpas. Não racionalizou dizendo: outros fizeram pior do que eu. Nem mesmo tentou explicar suas motivações. Caiu de joelhos e colocou-se nas mãos de Deus. O coração de Davi dizia: “sou responsável”, e este se tornou o homem segundo o coração de Deus.

Que Deus nos ajude a administrar o orgulho e a vergonha, também a humilhação, a fim de assumirmos a responsabilidade pelo pecado e seguirmos em frente no perdão transformador do Senhor.

APRENDER COM OS ERROS

Precisamos compreender que integridade não é uma atitude medida pela ausência de erros, mas pela decisão em não repeti-los.

Quando assumimos responsabilidades o fazemos também em relação aos nossos erros. Precisamos compreender que integridade é um hábito que se ganha na rotina diária quando procuramos agir de forma pura e justa, e mesmo quando isto não acontece, devemos aprender com nossos erros.

Para que assim caminhemos será preciso, primeiramente, desmistificá-los. Dale Carnegie escreveu, na década de 50, o livro Como Evitar Preocupações e Começar a Viver . Neste livro Carnegie ensina que devemos deixar o medo de encarar os nossos erros. Devemos analisá-los e compreendê-los. Ele usa William James para nos ensinar que a aceitação do que aconteceu é o primeiro passo para se vencer as conseqüências de qualquer infortúnio.

Pensando em líderes devemos compreender o que muito bem foi colocado por Kevin Cashman ao expor que a habilidade que temos de crescer como líderes é limitada pela habilidade de crescermos como pessoas. Jamais devemos distinguir nossa função de liderança (mesmo porque é passageira) de nossa identidade pessoal. Um grande engano em época de empreendedorismo é um auto investimento no perfil de liderança. Não que isto não seja efetivo, porém é passageiro. Investir tempo, forças e energia para se qualificar como um bom líder pode lhe privar de investir tempo, forças e energia para crescer como pessoa e crente. Como líder posso dar-me ao luxo de seguir em frente mesmo tendo cometido erros, porém como pessoa e cristão meus erros, após pratica-los, se tornam minha melhor oportunidade de conserto e crescimento.

Para aprendermos com nossos erros é necessário leva-los a sério. Um temperamento explosivo não é apenas um temperamento forte, mas algo que machuca pessoas entristece o Espírito Santo pela falta de domínio próprio e nos pretere de vivermos mais tranquilos com nossas próprias reações. A crítica não é apenas uma questão de objetividade, ou ser direto, como muitas vezes justificamos. A crítica compulsiva é um agente do diabo para a destruição da vida alheia. Um desencorajamento que pode marcar uma pessoa pelo resto de sua vida além de um mecanismo que faz o coração do crítico adoecer com a amargura. Não conheço pessoas críticas felizes.

C.S.Lewis nos ensina que “quando um homem se torna melhor, compreende cada vez mais claramente o mal que ainda existe em si. Quando um homem se torna pior, percebe cada vez menos a sua própria maldade” . Para aprendermos com nossos erros é necessário leva-los a sério, conversar com o Pai sobre eles, pedir forças para mudarmos e amadurecermos, crescermos um pouco mais.

CUIDAR DO SEU CORAÇÃO

O Senhor sonda nosso coração, portanto é nossa imagem interna, e não externa, que precisa de maior cuidado. Em dias de ufanismo e triunfalismo somos levados a procurar sempre o que nos destaca, ou destaca o nosso trabalho. Um grave engano visto que o Senhor não sonda nossos relatórios, mas sim nossos corações. Dr Augustus Nicodemus, profundo expositor da Palavra, afirma que Deus não nos chama para termos sucesso sempre, mas sim para sermos fiéis.

Compreender a marcante diferença entre caráter e reputação não pressupõe que faremos uma escolha legítima. É preciso estar disposto a priorizar a verdade. Abraham Lincoln gostava de afirmar que “caráter é como uma árvore e reputação a sombra. A sombra é o que nós pensamos sobre isto. A árvore é a realidade”.

Muitas vezes confundimos inteligência, conhecimento e sabedoria. Podemos aplicar as palavras “a inteligência é uma espada... o caráter a empunhadeira”, de Bodenstedt, dizendo que é o caráter que delineará a sabedoria no agir. Outras vezes confundimos temperamento brando com bom caráter. Ao contrário, como disse Pierre Azaïz, “o caráter é a esperança do temperamento”. Um temperamento brando, quieto ou mais vagaroso pode dar a impressão de domínio próprio e esconder as paixões mais carnais.

Ele nos “sonda e nos conhece” e julga-nos com exatidão, pesa a nossa alma e categoriza todos os nossos sentimentos mais profundos. Você é quem Deus diz que você é. Convictos desta verdade é preciso crescer. Não priorize o crescimento da sua reputação, ministério ou carreira. São por demais importantes, porém transitórios. Priorize o crescimento do seu caráter e vida com o Pai. Escolha a melhor parte.


Fonte: Sepal - Servindo aos pastores e líderes e postado aqui no Cristão Sim Alienado Não 

20/09/2010

Uma oração puritana




Senhor Santo, eu pequei um sem-número de vezes, sou culpado de orgulho e incredulidade, de fracasso em encontrar a Tua mente na Tua Palavra, de negligência em Te buscar no meu viver diário. Minhas transgressões e fraquezas denunciam-me com uma lista de acusações, mas eu Te bendigo porque elas não prevalecerão contra mim, pois todas elas foram postas em Cristo.

Continua subjugando minhas perversões e concede-me graça para viver acima delas. Não deixa que as paixões da minha carne ou as concupiscências da minha mente levem o meu espírito à escravidão, mas governa Tu sobre mim, em liberdade e poder.

Eu Te agradeço porque muitas das minhas orações foram recusadas. Eu pedi mal e não recebi; eu orei com base em concupiscências e fui rejeitado; eu cobicei o Egito e foi-me dado um deserto. Continua com Tua paciente obra, respondendo "não" às minhas orações iníquas, e capacitando-me a aceitar isso. Purifica-me de todo desejo falso, toda aspiração egoísta, tudo aquilo que é contrário ao Teu preceito.

Eu Te agradeço por Tua sabedoria e Teu amor, por todos os atos de disciplina aos quais sou submetido, por algumas vezes ser colocado na fornalha para que meu ouro seja refinado e minhas impurezas, removidas.

Nenhum julgamento é tão difícil de suportar quanto a percepção do pecado.

Se Tu me desses a escolha entre viver em gozo e permanecer com meus pecados, ou tê-los destruídos com julgamento, então dá-me essa aflição santificada.

Afasta-me de todo hábito maligno, todo crescimento de pecados passados, tudo aquilo que ofusca o brilho da Tua graça em mim, tudo aquilo que me impede de deleitar-me contigo.

Então, eu Te bendirei, Deus de Jesurum, por me ajudares a permanecer de pé.

Fonte: Voltemos ao Evangelho publicado aqui no Cristão Sim Alienado Não  

Todas as coisas



Romanos 8:28 - E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Escrevendo sobre o poder ilimitado da soberania e da graça do Senhor, o Apóstolo Paulo afirma: "Sabemos que Deus faz contribuir todas as coisas, conjuntamente, para o bem daqueles que amam a Deus" (Romanos 8:28).

Porque nós, seres humanos, somos limitados, é natural que imaginemos o Senhor sofrendo das mesmas limitações. Portanto, assim como nossa paciência pode explodir, dependendo da pressão sofrida, achamos naturalmente que a paciência do Senhor também pode explodir.

Por isso, é preciso encarar com muito cuidado o "todas as coisas" de afirmação de Paulo. Ao invés de invalidarmos o "todas", é essencial que a estendamos até suas últimas conseqüências. O ensino bíblico, em mais de um texto, afirma que para Deus "nada é impossível". Logo, o Senhor tem o poder de pegar cada coisa, todas as coisas, e dar uma orientação espiritualmente construtiva para o bem "daqueles que O amam". Talvez esteja neste final do texto o ponto de questionamento: a promessa se aplica aos que "amam a Deus".

Na nossa vida de discípulos de Cristo, não é raro encaramos sem uma visão de amor a Deus, a ação de providência divina. É a anemia do nosso amor que dificulta a soberania divina em nós. Com amor, então, aceitemos do Senhor "todas as coisas".

Fonte: Pr. Olavo Feijó publicado aqui no Cristão Sim Alienado Não

15/09/2010

Oração sim Balela não!



Quem de nós, num culto, já não já convidado a fazer uma oração? Ou, mesmo sem ser indicado pelo dirigente, não orou em público espontaneamente? Essa é uma prática natural no meio de nossas igrejas. Entretanto, temos observado que, muitas vezes, caímos em certas armadilhas da oração em público.

Parece que não entendemos que orar é o ato mais simples da vida cristã. Como observou certa vez William Gurnall: "Oração: ela é a respiração natural da fé". Afinal, orar é falar com Deus. E falar com nosso Pai envolve pedir, agradecer, interceder por alguém, glorificar a Deus com nossas palavras.

Se lermos atentamente a Bíblia, veremos nela um verdadeiro manual de oração. Encontramos exemplos notáveis de oração: Abraão orou por Sodoma (Gn 18.23-33); Moisés, pelos israelitas idólatras (Ex 32.11-13,31,32); Salomão, na dedicação do templo (1Rs 8.22-54); Jesus, na oração dominical e sacerdotal (Mt 6.9-13, Jo 17); Paulo, pelos efésios (Ef 3.14-21) entre outras.

Claro que não são modelos para serem repetidos, ou copiados por nós. Agora, de uma coisa estamos certos: todos nós podemos aprender a orar, com os servos de Deus do passado, tanto em particular quanto em público.

No entanto, há certos modelos de oração, presentes hoje em nossas igrejas, que mostram a necessidade de ensino bíblico sobre como orar, principalmente em público. Em Lucas 11, lemos que, após Jesus ter orado, um dos discípulos pediu: "Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos". Será que não temos a mesma carência de ensinamento, hoje, sobre o assunto?

Nos ensinos de Jesus, encontramos duas orientações importantes sobre a oração. Na primeira, ele nos ensina a orar propondo um modelo, a "Oração do Pai Nosso" (Mt 6.9-13). Na segunda, mostra-nos um exemplo que não deve ser seguido, conforme registrado na Parábola do Fariseu e do Publicano, em Lucas 18.9-14. O fariseu, em pé, no templo, "orava para si mesmo". Iniciando com uma gratidão de autoglorificação, fez uma exposição da sua justiça própria e condenou o publicano, que, como as prostitutas, era considerado a escória religiosa da época. A seguir, exibiu soberbamente sua prática do jejum e do dízimo. Que fariseu religioso!

Enfim, o fariseu fez a sua oração, daquela que "não passa do teto", como se diz. A partir dessa forma de orar, mostrada na parábola, podemos alistar cinco armadilhas a que estamos sujeitos quando oramos em público.

A ARMADILHA DA ORAÇÃO FORMAL

Formal é o "que não é espontâneo; que se atém às fórmulas estabelecidas; convencional" (Novo Aurélio-Século XXI). Portanto, a oração formal não é espontânea, é simplesmente uma reprodução de fórmula e é mecânica. Muitas vezes, a oração é parte de um programa da igreja ou de um culto. E, quando alguém ora, faz mais para cumprir um ritual. A oração inicia e termina com os mesmos dizeres. Até parece uma reza. O que se pede e agradece muda pouco. Às vezes, tudo dito às pressas para terminar rápido. Geralmente, a oração formal é feita, em público, pelas mesmas pessoas que oram, sem entusiasmo e vida. Por esse motivo, expressou muito bem Thomas Goodwin: "As orações que despertam a Deus devem despertar-nos também".

A ARMADILHA DA ORAÇÃO RETÓRICA

Todos estamos sujeitos à tentação da oração retórica. Entretanto, há o perigo de a oração tornar-se um discurso intelectual cheio de frases recheadas de palavras não compreendidas pelos demais. É uma oração em verdadeira "linguagem estranha". Ninguém entende; é como se falasse ao ar.

O problema maior é que, na oração retórica, a preocupação de quem ora é impressionar os outros, esquecendo-se de que "o alvo da oração é o ouvido de Deus", como expressou bem o pregador batista inglês Spurgeon. Se é Deus quem nos deve ouvir, para que fazer da oração um desfile de palavras rebuscadas e frases pomposas? Pensando nisso, afirmou o teólogo Agostinho: "Quando oras, necessitas de piedade, não de verbosidade". Ou como Cipriano: "Deus não ouve a voz, mas o coração". Podemos concluir, portanto, que o Pai ouve, verdadeiramente, os que oram a ele em espírito e em verdade.

A ARMADILHA DA ORAÇÃO EXIBICIONISTA

Apesar da semelhança com a oração retórica, a prece exibicionista promove quem ora como o melhor crente da igreja. Geralmente, usa também palavras difíceis. Todavia, o seu maior interesse é a exibição da religiosidade, contra a qual o Senhor Jesus falou: "E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa" (Mt 6.5, NVI).

Os exibicionistas da oração gostam de orar publicamente e com impostação de voz. Eles se utilizam de jargão religioso bastante conhecido, mas impressionante. Para os que oram exibidamente, o alvo da oração não são os ouvidos de Deus, mas os dos expectadores.

Sem nenhuma pretensão de julgamento, podemos dizer que, normalmente, quem ora para se exibir não é muito de orar reservadamente. Por isso, ele se esmera em público para mostrar aos outros que é um crente de oração. Tendo isso em vista, ao ensinar a orar, Jesus deu mais importância à oração em particular: "Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará" (Mt 6.6, NVI). Por isso, o grande pregador Moody afirmou que "o segredo da oração é a oração em secreto".

A ARMADILHA DA ORAÇÃO HOMILÉTICA

Homilética é a arte da pregação. O problema da oração homilética é que, em vez de ser dirigida a Deus, se dirige apenas aos presentes. Quem pratica esse modelo de orar, às vezes, faz verdadeiros "sermões encomendados" bastante duros, inclusive com passagens bíblicas, com aplicação muitas vezes inadequadas. Embora não haja problema em orar citando a Bíblia, o que se questiona é o propósito mascarado de alfinetar o irmão e o objetivo de pô-lo em situação constrangedora diante da igreja.

Lembra-se do fariseu da parábola contada por Jesus? Ao orar, ele atingiu em cheio o companheiro de culto dizendo que não era "como este publicano".

Como já vimos, nesse modelo de oração, as indiretas são verdadeiras diretas contra alguém presente, às vezes, até contra o pastor.

Uma oração homilética seria mais ou menos assim: "Senhor, não permitas que o irmão (às vezes, diz até o nome) deixe teus caminhos. Ele precisa orar mais, ler mais a tua Palavra, porque como está escrito: ‘o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca’. Porque na verdade todos nós somos pó; por isso precisamos temer e tremer na tua presença. Fortalece teu servo e que ele faça a tua vontade em sua vida. E que ele também possa ter um compromisso maior contigo."

Orando assim, notifica-se sutilmente o que talvez se passe na vida alheia, tornando-se eventualmente um prato cheio para os fofoqueiros. Após o culto, na saída, começam os cochichos: "Ouviu, irmão, o que está acontecendo com a(o) irmã(o)? Puxa! Não sabia que ele (ou ela) estava em pecado." Aí, para aliviar a consciência e despistar os cochichadores dizem: "Temos que orar por essa pessoa". Será que Deus se agrada disso?

De modo geral, quem ora jogando carapuça nos outros tem problemas não resolvidos. Às vezes, as acusações indiretas (ou diretas) não passam de projeções de dificuldades pessoais, aliadas a uma atitude bem legalista e farisaica. Esquece-se do que alerta Paulo: "Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia" (1Co 10.12). Evitemos esse modelo de oração homilética e aprendamos com Thomas a Kempis que "sublime é a arte de se conversar com Deus".

A ARMADILHA DA ORAÇÃO PROLONGADA

À luz de exemplos bíblicos, não é incorreto fazer orações longas. Na Bíblia, encontram-se exemplos de orações longas, assim como curtas. Tudo é uma questão de adequação. Há ocasiões, principalmente em cultos públicos, em que se deve orar abreviadamente. Orar brevemente não quer dizer que Deus não vá abençoar os pedidos feitos. E orações "quilométricas" não significam, por isso, que seremos automaticamente respondidos. Alguns cristãos se esquecem de que o valor de uma oração não deve ser medido pelo seu tamanho.

Aliás, Jesus não via com bons olhos as orações longas dos escribas, pois eram elas um meio de compensar injustiças praticadas contra as viúvas (Lc 20.46, 47). É provável que a oração longa, em público, seja indício de pouca ou nenhuma espiritualidade. Para muitos, orar longamente pode ser uma compensação da falta de oração "em secreto".

Não devemos dedicar bastante tempo à oração? Sim, claro. Vejamos o exemplo de Neemias que, após conhecer a situação crítica do seu povo e de Jerusalém, chora e lamenta por alguns dias (Ne 1.4). Depois lemos, dos versos 5 ao 11, que ele faz uma longa oração. Entretanto, quando está diante do rei, este lhe pergunta: "Que me pedes agora?" Diz o texto que Neemias orou ao Deus dos céus (Ne 2.4), e isso imediatamente antes de dar a resposta ao rei. Talvez tenha feito uma oração "telegráfica" silenciosa. F.B. Meyer, comentando a passagem, escreve "que haviam passado quatro meses desde que Neemias se dedicara à oração especial. Entre a segunda pergunta do rei e a resposta de Neemias, o simples copeiro encontrou tempo para orar ao Deus do céu".

Segundo ensino e prática de Jesus, podemos e devemos estar em longos momentos de oração. O Senhor Jesus, quando dedicava tempo para orar, retirava-se da multidão. Assim devemos fazer porque, como declarou Thomas Brooks: "O melhor cristão é aquele que mais monopoliza tempo para a oração particular".


Podemos concluir com a afirmação de que todos estamos vulneráveis, pelo menos, a uma das armadilhas da oração em público. Quem nunca caiu numa delas atire a primeira pedra. Todavia, a prática sadia da oração particular vai nos moldar a fim de que não caiamos em uma dessas arapucas. Concordo com Stanley Jones quando disse: "

A oração é a exposição da alma ao Grande Deus". Se tivermos isso em mente, diminuiremos bastante o farisaísmo de nossas orações até o ponto zero, pois "orar de maneira correta é um dom raro", já dizia Calvino. Esse "dom raro" só se adquire no aprendizado da vida cristã. Porque só se aprende a orar orando.

Independente de ser em público, ou em particular, será que nossa prática de orar é conveniente? Por mais que tenhamos uma vida devocional efetiva, saibamos disso: não temos conhecimento completo da oração eficaz que faria Deus se render diante de nossas palavras. No entanto, não desanimemos, porque o Espírito Santo "nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus" (Rm 8.26,27, NVI).

Fonte: Pr. Roberto do Amaral Silva  publicado aqui no Cristão Sim Alienado Não

14/09/2010

Testando meu conhecimento bíblico 0005



O apóstolo Pedro também era chamado de...

( ) Timão
( ) Simeão 
( ) Limão
( ) Eu não
( ) Simão

Testando meu conhecimento bíblico 0004

Sarai era estéril e não podia ter filhos. Devido à este problema, Sarai pede para Abrão tomar a sua serva como mulher para dar a luz a um filho que viria a chamar-se Ismael. Pergunto: Qual era o nome desta serva e qual a idade de Abrão quando Ismael nasceu?






( ) Agarradinha e 230 anos
( ) H e 68 anos
( ) O nome dele não era Abrão e sim Fecherão
( ) Ir, Jotar, Lar, Mar, Nar
( ) Agar e 86 anos
( ) Você tá me zuando, essa história é invenção sua

O chamado de Jesus para segui-lo



Fonte: Voltemos ao Evangelho, via Cristão Sim Alienado Não

10/09/2010

Simplesmente Jesus

Por Maurício Arruda

Graça e Paz amados do Senhor,

Quem esteve no culto de ontem, certamente sentiu a maravilhosa presença do Senhor naquele lugar. Foi uma benção especial para nossa igreja.

Eu particularmente orei no início do culto para que pudesse conhecer um lado do Senhor que ainda não conhecia e pedi para o Santo Espírito ministrar meu coração, independente de quem estive no louvor, pois gosto demais das canções do Daniel Alencar.

E foi assim! Maravilhosamente benção em minha vida. Pensei até que seria arrebatado de tanto que adorei enquanto louvava ao Senhor. Isso sem contar a palavra que foi ministrada, que foi muito edificante para minha vida, e pude rever novamente o quanto o Senhor é simples, manso, humilde, puro e Santo.

Nós muitas vezes, esquecemos isso e ficamos distantes dEle. Complicamos tudo de forma tão esquisita, que nem nós entendemos o porquê disso. Louvado seja Deus e seu filho amado, nosso Jesus, que é simples e maravilhoso.

Minha oração para hoje é que o Espírito de Deus continue ministrando nossos corações e queime em nós uma paixão e um amor por Ele, maior do que todas as coisas, seja trabalho, família, bens, ministérios, cargos, igreja, etc.

Assim como dito pelo Daniel, a melhor parte é o relacionamento com Jesus.

Nada se compara a presença do Senhor, ABSOLUTAMENTE NADA!

No mais, tudo na santa Paz.

Deus abençoe.

Soli Deo Gloria.

Uma simples oração assim com Ele é!




Jesus, eu quero ser igual a Ti, quero amar o que tu amas

Quero estar onde Tu estás, e um coração igual ao Teu...

Eis-me aqui, disponível eu estou, usa-me, eu quero ser as tuas mãos

Santo Deus, ajuda-me a ser...


Santo como Tu, puro como Tu és, simples como Jesus

Apenas como Jesus, humilde como Tu, manso como Tu és

Simples como Jesus, apenas como Jesus


Tira o meu prazer pelo pecado,

Coloca o caráter de Jesus em mim


Para honra e glória do seu Santo nome, amém.

Em época de quebra de sigilo... até na igreja...


03/09/2010

Vendilhões do Templo

02/09/2010

Perdoe-me por não ter pecado



Uma das coisas mais comuns no meio cristão é a ritualística de pedir perdão pela multidão dos pecados. Mas será que, de fato, pedimos perdão?

Às vezes é realmente muito difícil de entender como funciona o nosso pensamento em relação a Deus. Pedimos a Ele que nos guarde, nos cure, nos proteja, nos santifique, nos livre do mal, do pecado, do erro, que nos perdoe, nos dê, nos abençoe, nos oriente, nos responda, nos fale, nos ouça, nos demonstre, e até mesmo que nos ajude a acreditar que isso tudo é possível. Pois bem, não nos damos conta que na verdade não fazemos quase nada, somente pedimos que Deus faça. Não é fácil assim?

Jogamos a responsabilidade sobre Deus para que possamos viver bem, afinal vivemos fugindo de afazeres e responsabilidades, sejam elas sociais, financeiras, familiares ou éticas, sempre damos um jeitinho de pedirmos que alguém faça isso por nós. Preguiçosos e acomodados por natureza seguimos nossa vida cristã não descansada, mas de fato encostada em Deus.

E esse pensamento nos guia a reproduzir a mesma atitude em relação ao perdão. Geralmente quando chegamos até Deus em oração para pedir perdão nos deparamos com uma realidade, nós não fizemos nada!

Estranho? Não, mais normal e corriqueiro que se possa imaginar. Por exemplo, eu digo uma mentira, me sinto culpado por isso e oro a Deus assim: Senhor me perdoe, eu menti, mas na verdade menti para ajudar um amigo, o Senhor sabe... e blá blá blá.

Sempre nos escondemos depois do “mas”, depois dele sempre vem só mais alguma coisa.

De mesmo modo (talvez ainda mais presente), quando o pecado é de cunho sexual existe toda uma gama de situações que nos levaram a agir, pensar ou tomar determinada atitude. Afinal a culpa da masturbação é da revista pornô, não? A culpa da traição é da(o) amante, não? Afinal a culpa da relação homossexual é por tudo, menos pelas suas decisões, não? Afinal a culpa do pecado é do diabo, ou de Adão e Eva, não?

O perdão só é dado para quem errou, se você não teve culpa não teve erro e se não tem erro por que pede perdão? Pra que precisa de perdão se está certo? Ora, deixe que o próprio motivo do seu pecado peça perdão por você.

A verdade é simples, ou assumimos nossos erros e com isso iniciamos uma caminhada para o recomeço ou continuamos escravos com nossa hipocrisia sem sentido. Afinal Cristo não te pede que nunca erre, mas que esteja disposto a mudar de vida.

Cristianismo não tem haver com não se sujar, mas com quantas vezes você está disposto a realmente se limpar.

No mais tudo na santa paz!

Fonte: Projeto Defunto

Deserto, Adoração, Traição, Deus



Uma meditação sobre o Salmo 63

Salmo de Davi, quando no deserto de Judá.

1 - Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.


2 - Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória.

3 - Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.

4 - Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos.

5 - Como de banha e de gordura farta-se a minha alma; e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva,

6 - no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite.

7 - Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso.

8 - A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara.

9 - Porém, os que me procuram a vida para a destruir, abismar-se-ão nas profundezas da terra.

10 - Serão entregues ao poder da espada e virão a ser pasto dos chacais.

11 - O rei, porém, se alegra em Deus; quem por ele jura gloriar-se-á, pois se tapará a boca dos que proferem mentira.

O autor é Davi, quando era rei (vv. 1, 11). A situação é que alguém está procurando destruir a sua vida (v. 9). Isto corresponde ao tempo em que Absalão, o próprio filho de Davi, o coagiu a sair de Jerusalém (2 Sm 15.23). Coloque-se no lugar de Davi. Seu filho não é somente alienado, mas também hostil o suficiente para ter o desejo de ver seu pai morto. Eis um perigo mortal misturado com uma separação dolorosa de seu filho.

Aprenda de Davi o que fazer nos momentos angustiantes e aterrorizantes. Ele orou. Todo o salmo é dirigido a Deus. Davi não pede proteção, nem vitória; pede somente uma coisa — Deus mesmo, para satisfazer sua alma, como as águas satisfazem a sede em uma terra árida e exausta. “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água” (v. 1). Há ocasiões de dor, perda, tristeza e escuridão, quando nada é digno de ser pedido, exceto Deus mesmo. Todas as outras coisas são triviais, inclusive a própria vida.

Essa é razão por que Davi afirmou: “Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam” (v. 3). Davi poderia ser morto durante a noite, por algum traidor astuto que se vendera a Absalão. Como você dorme? Você relembra a si mesmo que o amor de Deus, na presença de Deus, é melhor do que ser vítima da morte, durante a noite. Porém, não sentimos com facilidade este descanso no constante amor de Deus. Dizemos as palavras, mas sentimos a realidade? Davi não o sentiu como desejava. Por isso, ele clamou: “Eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti”. Davi precisava desesperadamente que Deus respondesse ao seu clamor de vir e ajudá-lo a provar — não apenas saber, mas também sentir — que a graça dEle é melhor do que a vida.

Oh! que conheçamos desta maneira a Deus! Isso não seria tudo para nós? Não seria mais do que riquezas, fama, sucesso e saúde — na realidade, mais do que tudo que o mundo pode oferecer? Deus mesmo se aproximando e fazendo nossa alma beber de sua graça, até que todas as coisas desapareçam de nossa visão e o temor seja tragado pela inabalável segurança de gozo eterno à direita de Deus! Oh! que cheguemos a este lugar em nosso andar com Deus! Quando a salvação da própria vida e o livramento de seu filho deixam de ser os ídolos de Davi, e somente Deus o envolve no firme gozo de seu amor inabalável, Davi cantará de alegria nas tristezas da noite e, talvez, se Deus o quiser, ganhará de volta o seu filho.

De que maneira Deus veio a Davi e despertou o seu sabor espiritual, de modo que ele visse a Deus e ficasse satisfeito “como de banha e de gordura” (v. 5)? A resposta é que Davi lembrou-se dos dias de adoração na casa de Deus — “Eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória” (v. 2). Davi havia fugido de Jerusalém, o lugar de adoração corporativa do povo de Deus. E, em sua aflição, Davi recordou como era a adoração e o que ele contemplava na adoração.

Eis um grande anelo que tenho em relação à adoração coletiva de nossas igrejas — que, ao nos reunirmos, cantarmos, orarmos e ouvirmos a Palavra de Deus, Ele mesmo se mostre tão presente, em “força e glória”, que, nos anos por vir, se você for impedido deste privilégio imensurável, a própria recordação de tê-Lo visto na adoração O tornará real novamente para você.

Você orará comigo a Deus, rogando que Ele se encontre conosco desta maneira? Orará em favor de pastores e líderes, suplicando que Deus lhes dê canções, orações, silêncio, Escrituras e sermões que serão tão repletos da verdade e do Espírito de Deus, que todos eles provarão e verão que “a graça de Deus é melhor do que a vida” — e tudo o mais que a vida pode oferecer?

E orará por si mesmo, suplicando que os sábados à noite e as manhãs de domingos se tornem ocasiões de preparação para o encontro com Deus — vestíbulos do lugar santo de adoração? Ore juntamente com Davi: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água”. Se esta oração estivesse em nossos lábios nos sábados à noite e nas manhãs dos domingos, Deus não abriria as fontes do céu e nos mostraria que sua “graça é melhor do que a vida”?

Fonte: Voltemos ao Evangelho

O perigo de acreditar em fofocas






Por Maurício Arruda


Como é horrível a fofoca. Ela se torna pior quando aparece em nossos arraias, em nossas igrejas. Além disso, o quadro é mais agravante quando ela, a fofoca, vem com a mentira, que segundo as escrituras, o diabo é o pai da mentira, lembra-se disso? Não! tudo bem vamos dar uma força:

João 8:44

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.


Outra passagem não menos importante está em Apocalipse 22:15 Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

Pois é, a mentira realmente não é legal em nenhum momento, nem mentirinha nem mentirão.

A palavra de Deus nos exorta também acerca da língua mentirosa, coisa esta, odiada pelo Senhor. Muitas vezes esta atitude pode destruir uma ou várias pessoas e semear contendas nos relacionamentos, famílias, casais, ministérios e por aí vai. Vejamos mais estas passagens:

Provérbios 6

16 Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina:
17 Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
18 O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,
19 A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.

Outro porém, é que a língua que profere mentiras, pode contaminar quem a ouve e dá crédito a ela, e isto, geralmente ocorre quando não estamos firmados em Cristo e desconhecemos as escrituras, ou melhor, quando não à praticamos.

Entendo que a polêmica e a controvérsia não são nem objetivo nem motivação em si mesmas, contudo, a confrontação, o debate e a discussão são as ferramentas fundamentais na investigação da verdade.

Não acredito no sucesso de abordagens dogmáticas, preconceituosas e parciais no inquérito das questões que devem ou deveriam ser investigadas e confrontadas em debates francos e abertos, e não em fofocas disparadas criminalmente por uns que dizem viver o evangelho de Deus.

Concluo que devemos evitar, ou melhor, eliminar do nosso meio esta atitude, ou falta de. Mas se por algum motivo você der crédito a fofoca, deixo estes versos para sua meditação:

Mateus 15:11

O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.

No mais tudo na Santa Paz.

Que o Senhor nos livre destas práticas.
 

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