30/12/2010

Não me envergonho do Evangelho

Minha contenda é contra uma filosofia que relega a Deus e à Sua Palavra um papel secundário na igreja. Creio que colocar o entretenimento acima da pregação bíblica e da adoração no culto da igreja é contrário às Escrituras.

Oponho-me àqueles que acreditam que as habilidades humanas podem conquistar pessoas para o reino de Deus com maior eficácia do que o Deus Soberano. Essa filosofia abriu as portas da igreja para o mundanismo. "Não me envergonho do evangelho", disse o apóstolo Paulo (Rm 1:16).

Infelizmente, "com vergonha do evangelho" parece uma descrição, a cada dia mais exata, de algumas das mais conhecidas influentes igrejas de nossa época.

John MacArthur Jr
In: Com vergonha do evangelho

Fonte: Cinco Solas

Expectativa para 2011 e agradecimentos



Por Maurício Arruda

Mais um ano vai outro ano vem...

Lembro-me de uma música de um comercial qualquer de fim de ano. Mas se existe algo que gostaria de escrever no muro da minha casa para terminar 2010 é “Vale a pena continuar vivendo pela causa de Jesus.”

Talvez pra mim 2010 não tenha sido um ano excelente, creio até que o mais controverso. Minha fé hoje é diferente. Muita coisa que cria e defendia com unhas e dentes, perderam valor e outras que pareciam irrelevantes, tomaram corpo e as enxergo por outra ótica.

Aprendi coisas, talvez até que não quisesse, conheci pessoas boas, me decepcionei com outras e certamente decepcionei algumas. Cresci na fé e na vida cristã, pois hoje não uso mais frases imaturas como: “Deus não está nem aí comigo” ou “Não vou mais para igreja porque fulano não me cumprimentou”, entre outras.

Pelo contrário, creio que tudo que vi de bom ou ruim, contribuíram para meu crescimento e fizeram valer as palavras do apóstolo Paulo em "Romanos 8:28 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."

As coisas ruins vou esquecê-las, contudo estas não tiraram meu gosto pela vida tampouco minha esperança de um 2011 melhor. Mas a frase do famoso e finado físico Albert Einstein, fará parte dos meus planos: “Fazendo a mesma coisa dia após dia, não há de se esperar resultados diferentes.”

Aprendi também valorizar o pouco e compreendi as palavras de "Mateus 6:33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”, versículo pregado equivocadamente por muitos pastores, quando na verdade as coisas que Deus promete são: (comer, beber e vestir), e não carros importados, televisores de Led e casarões com piscina.

Outra coisa que aprendi e deve ser mencionada é que viver com Cristo é dizer não a hipocrisia. Prometi pra mim mesmo que 2011 será verdadeiramente diferente. Não farei mais parte das “conversas santas”, onde gente hipócrita tem destaque. Escolhi viver o Evangelho de Cristo e sei que esta decisão é dura, contudo não vou mais protelar, afinal andar na verdade nem sempre tem um sabor doce, mas tudo que fere o evangelho vou abrir mão.

Espero por um 2011 melhor que 2010; longe de um otimismo leviano; e nesta expectativa fiz uma pequena lista de coisas que verdadeiramente espero, a saber:

- Amizades verdadeiras e transparentes, desprendidas de interesses egoístas, de gente que gosta de mim pelo que sou, e não pelo que pensam que eu sou, pois não vou criar nenhum estereótipo para agradar alguém, mas vou procurar por amigos imperfeitos, mas que se valem das palavras de "Provérbios 18:24b Mas há um amigo mais chegado do que um irmão."

- Espero viver intensamente os propósitos de Deus, não se esquecendo das minhas responsabilidades de “fazer acontecer” e “não esperar acontecer”. Creio que Deus age em todas as áreas de nossas vidas, mas para que isto aconteça temos que dar o 1º passo.

- Quero também evitar a falácia e pregar um evangelho de atitude. Os versos abaixo fazem parte desta reflexão e é a minha oração:

Salmos 34:13 Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano.

Salmos 119:172 A minha língua falará da tua palavra, pois todos os teus mandamentos são justiça.

- Vou evitar a superficialidade dos assuntos do Reino, pois a palavra ensina que devemos conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor. "Oséias 6:3a Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR". Não vou fazer parte da destruição; “Oséias 4:6 O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento.”

- Também continuarei a crer e pensar, pois quero valorizar cada passagem das santas escrituras e seus ensinamentos, a saber: “1 Tessalonicenses 5:21: Examinai tudo. Retende o bem” e questionar não é e nunca será pecado. Sola Scriptura!

A lista é grande, mas creio que estas supracitadas farão bastante diferença no decorrer do ano vindouro. 2010 trouxe sim coisas boas e obviamente nas ruins, tenho minha parcela de culpa.

Quero finalizar esta pequena reflexão, louvando a Deus pela sua misericórdia e graça das quais sou totalmente dependente. Quero agradecer por cada segundo de fôlego da minha vida e louvá-lo, pois se o coração ainda bate, esperança ainda existe e os propósitos ainda não foram todos cumpridos.

Iniciarei o novo ano com o foco em Jesus, que me auxiliará em como prosseguir, quer seja em minha vida espiritual, familiar, profissional, etc. Ele fez assim com todos que me antecederam.

Agradeço também pelas vidas que Jesus usou para me ensinar algo de bom ou de ruim. Declaro publicamente que não há nada neste mundo que se compare a presença de Deus em minha vida. Não... não há nada mesmo! E vale qualquer preço para viver em sua companhia.

A todos que leram e passaram por aqui, espero ter contribuído de alguma forma, ainda que seja ruim, você (s), aprendeu algo. Peço perdão por todo mal que possa ter causado, pois sei que é impossível agradar a todos. Se com Jesus foi assim o que dirá comigo... 

Que o Senhor possa superar as expectativas de cada um de vocês e o Espírito Santo, derrame discernimento em nossas vidas a fim de enxergarmos as maravilhas que o Senhor fez e faz em nossas vidas, que não se resume a um ano que chega, e sim à eternidade que foi conquista por Ele, meu amor maior, Jesus! Crê somente!

Glória, pois, a Ele eternamente. Amém!

Deus nos abençoe!

Testando meu conhecimento bíblico 0007



Quais eram os verdadeiros nomes de Hananias, Beltessazar, Azarias e Misael respectivamente?

(  ) Daniel, Mandraque, Abedbranco e Caderaque
(  ) Abednego, Daniel, Mesaque e Sadraque
(  ) João Paulo, Sandra de Sá, Mussum e Reginaldo Rossi
(  ) Sadraque, Daniel, Abednego e Mesaque

Devemos julgar?

Existem algumas passagens Bíblicas que muitos Cristãos têm interpretado erroneamente a respeito de julgamento. Meu compromisso nesta postagem é desmistificar e esclarecer ao Povo de Deus de que não devemos nos calar jamais, pelo contrário, devemos por obrigação exortar e lutar pelo Evangelho genuíno de Cristo, afinal, quem ama luta pela verdade, pois "O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade". (1 Co 13:6).

A primeira passagem Biblica a ser analisada é talvez a mais usada para afirmar que nunca devemos julgar ninguém que esteja praticando e difundindo um erro ou algo que vai contra as Escrituras. Esta passagem é Mateus 7:1

“Não julgueis, para que não sejais julgados.”

Em primeiro lugar deixo claro que aqui JESUS claramente proíbe o julgamento. Mas a grande questão é se JESUS proíbe qualquer julgamento ou somente certo tipo de julgamento. O versículo 1 por si mesmo não nos dá uma resposta para esta pergunta. Por isso temos que aplicar uma regra fundamental para poder interpretar a Biblia. Analisar sempre o contexto da passagem citada para poder saber de que se trata a mesma, pois sabemos que texto fora de contexto é um pré-texto para formar até mesmo uma heresia.

Aqueles que citam esta passagem isoladamente para dizer que não devemos julgar ninguém e ser tolerante estão gravemente equivocados.

Para sabermos de que tipo de Julgamento JESUS proibiu nesta passagem vamos analisar o contexto:

“Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” Mt 7:2-5

Analisando o contexto podemos ver claramente que JESUS proíbe especificamente o “julgamento hipócrita”. Jesus diz aos judeus no versículo 1 que eles não devem julgar. No versículo 2, ele dá a razão pela qual eles não devem julgar: o padrão que eles usam para julgar os outros será o mesmo padrão que os outros usarão para julgá-los. Eles não devem ignorar seus próprios pecados, enquanto condenando os mesmos pecados nos outros. Fazer isto é julgar com um “padrão Duplo”, ou seja, julgar hipocritamente.

Não é hipócrita condenar o irmão por uma pequena falta, ou mesmo tentar ajudá-lo a sobrepujá-la, quando você mesmo é culpado de uma falta maior? Esta é a grande questão que JESUS estava colocando diante do povo nesta passagem.

Note que o pecado dos dois pecadores (a pessoa e seu irmão) é o mesmo em dois respeitos. Primeiro, é o mesmo em natureza: em ambos os casos um pedaço de madeira estava no olho da pessoa. Segundo, ambos estão atualmente pecando: o pedaço de madeira estava no olho deles naquele momento. A diferença entre as suas faltas é somente uma de tamanho: um pedaço é pequeno, e o outro é grande. É hipocrisia alguém cujo pecado é maior condenar alguém cujo pecado é menor, sendo em ambos os casos o mesmo tipo de pecado (vs 5). Em outras palavras, uma mulher que está abortando um feto de oito meses não está na posição de repreender um homem que mata um caixa de banco, e o homossexual não está na posição de criticar infidelidades num casamento homossexual!

Mateus 7:1, de acordo com o seu contexto, não proíbe todo julgamento e intolerância, mas somente o julgamento e intolerância hipócrita. De fato, ele requer de nós que, após nos arrependermos dos nossos próprios pecados, condenemos o pecado do irmão como pecado, e ajudemo-lo a se voltar dele.

“tira primeiro a trave do teu olho” , diz Jesus, “e então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão”. Mt 7:5

Jesus ordena uma intolerância genuína, e não hipócrita, do pecado que o irmão comete.

Outra passagem bastante utilizada é João 8:7-11. O contexto é a história da mulher que foi pega no próprio ato de adultério e trazida a Jesus pelos escribas e fariseus. No versículo 7, Jesus diz aos escribas e fariseus: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra”. No versículo 11 ele fala para a mulher: “Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais”. Os defensores da tolerância usam estas palavras para argumentar que ninguém deveria condenar outras pessoas, pois não é melhor que elas.

Embora explicaremos o que significa julgar em maior detalhe mais tarde, entendamos por ora que, quando alguém julga, ela dá um veredicto: Culpado ou inocente. Após ser julgada, a pessoa é sentenciada: A pessoa culpada é condenada (sentenciada ao castigo) e a inocente é liberta. O ponto é que julgar e condenar são duas coisas distintas, relacionadas, mas não idênticas.

Tendo isso em mente, note que Jesus de fato julga esta mulher, mas não a condena. Ao dizer-lhe “vai e não peques mais”, Jesus indica que ela tinha pecado. Em si mesma, a acusação dos fariseus estava correta, e Jesus julgou o pecado como sendo pecado. Isto mostra intolerância pela ação pecaminosa! Seguindo o exemplo de Jesus, devemos dizer aos pecadores que mostrem arrependimento genuíno não mais cometendo pecado.

Embora Jesus tenha julgado a mulher, ele não a condenou. Ela pode ir embora: ela não foi executada. O evangelho para o pecador penitente é:

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”­ ­Rm 8:1

Esta é a mensagem que Jesus dá à mulher; o próprio Jesus foi condenado por ela! Ele suportou o castigo que lhe era devido, para que ela pudesse ser livre!

Resposta de Jesus aos fariseus expõe o julgamento hipócrita deles no assunto (o propósito primário deles, certamente, não tinha nada a ver com a mulher; era pegar Jesus em suas próprias palavras. Todavia, Jesus sabia que os fariseus se orgulhavam da justiça própria deles, e respondeu à luz deste fato).

Os fariseus, Jesus Recorda-os, também eram culpados de pecado, e especificamente de adultério, quer físico ou no coração. Porque também não eram livres de pecado, também eram dignos de morte como ela. Assim, ao desejar saber que julgamento ela deveria ter recebido, eles revelaram sua própria hipocrisia e motivação errônea.

João 8:7 e 11 nos ensinam como tratar com outros que pecam. O versículo 11 nos ensina que devemos desejar o arrependimento do pecador; o versículo 7 nos ensina que não devemos fazer isso hipocritamente, nem com motivos errôneos ou de uma maneira imprópria. Contudo, a passagem não quer dizer que nunca devemos considerar as pessoas responsáveis por seus pecados ( isto é, julgar o pecado como sendo pecado).

Agora gostaria de colocar as passagens Bíblicas que nos ordenam julgar.

João 7:24

“Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”.

Outras passagens na Escritura nos ordenam positivamente a julgar. Uma passagem que nos diz isso claramente é esta citada acima. Ela se encontra no contexto da discussão de Jesus com os judeus que questionaram sua doutrina, e tinham-no acusado de ter um diabo (Jo 7:20) e de quebrar o dia do Sábado curando um homem (Jo 5:1-16). A eles Jesus diz: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”. Ao dizer “não julgueis”, Jesus não pretende proibir o julgamento como tal, mas proibir certo tipo de julgamento, como a parte positiva deste versículo deixa claro. Podemos julgar, mas quando o fizermos, devemos julgar justamente.

O julgamento exterior e superficial – isto é, julgar simplesmente sobre base do que parece ser o caso, sem conhecer todos os fatos – é um julgamento imprudente, injusto e sem discernimento, que é contrário ao nono mandamento da lei de Deus. Deus odeia tal julgamento. O Julgamento justo é feito usando a lei de Deus como o padrão pelo qual discernimos se o que parece ser é o caso é realmente o caso.

1 Coríntios 5

1 Coríntios 5 é um capítulo importante com respeito ao dever positivo de julgar. Primeiro, no versículo 3 Paulo declara, sob a inspiração do Espírito, que ele tinha julgado um membro da igreja em Corinto que estava vivendo no pecado da fornicação. Seu julgamento foi “seja entregue [tal pessoa] a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus”. Este é um julgamento ousado da sua parte.

Segundo, nos versículos 9-13, Paulo lembra aos santos do seu dever de julgar as pessoas que estão dentro da igreja, quanto a se eles estão obedecendo ou não a lei de Deus. Aqueles que alegam ser cristãos e são membros da igreja, mas que são julgados como sendo impenitentemente desobedientes a qualquer mandamento da lei de Deus (vs 9-10), devem ser excluídos da comunhão da Igreja. Paulo, sob a inspiração do Espírito, diz para a igreja não tolerar pecadores impetinentes.

Outras passagens:

Outras passagens também indicam que é nossa responsabilidade julgar. Jesus pergunta às pessoas em Lucas 12:57: “E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?”. Jesus repreende os escribas e fariseus em Mateus 23:23 e Lucas 11:23, dizendo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém fazer essas coisas e não omitir aquelas”. Era o dever deles, de acordo com a lei, julgar – mas eles tinham falhado neste dever. Paulo orou para que o amor do filipenses “aumentasse mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção”. (Fl 1:9). Ele diz aos Corintos: “Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo”. (1 Co 1:15).

Os cristãos são solicitados a examinar tudo e reter o bem (1 Ts 5:21). Eles também são obrigados a provar se os espíritos são de Deus: "Irmãos, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tem saído pelo mundo afora." (1 Jo 4:1)

Mesmo nas reuniões cristãs eles devem "julgar" o que ouvem: "Tratando-se de
profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem." (1 Co 14:29).

Os crentes de Corinto receberam ordens para julgar imediatamente a imoralidade existente entre os seus membros (1 Co 5:1-8). Mesmo o estrangeiro de passagem não deve ser hospedado se for verificado que não se trata de uma pessoa alicerçada na verdadeira fé ( 2 Jo 10,11). E um anátema (maldição) deve ser proferido contra aqueles que apresentarem um tipo diferente de evangelho (Gl 1:9).

Conclusão:

Algumas passagens da Escritura parecem proibir o julgamento, enquanto outras claramente exigem isso. Estudando os contextos daquelas que parecem proibir o julgamento, descobrimos que o que é proibido não é realmente o julgamento em si, mas sim um tipo errôneo de julgamento. Deus odeia o julgamento hipócrita! Mas Deus ama o julgamento justo da parte dos seus filhos. Que ele ama isso é claro a partir do fato de ordenar que o pratiquemos, e de ter dado sua lei como um padrão pelo qual podemos cumprir tal mandamento.

Portanto, é dever de todo Cristão Julgar! Mas este "julgar" não significa fazer injúrias, calúnias ou fofocas sobre a pessoa que está no erro. Se vemos que alguém está se desviando do Evangelho ou pregando heresias, o nosso objetivo principal deve ser alertar, repreender, exortar e conduzir o pecador ao arrependimento e a restauração. Caso a disciplina seja indispensável, ela deve ser feita com seriedade, amor e tristeza, sempre objetivando o arrependimento, e não a condenação eterna do pecador. E com muito temor também, afinal, não somos pessoas perfeitas e ninguém deve ser julgado ou condenado injustamente. E também é nosso dever estar alertando ao Corpo de Cristo sobre determinadas heresias que porventura continuam a ser pregadas e os autores da mesma não querem dar ouvidos.

“Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” Gl 6:1

“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas.” 2 Tm 4:2-3

"Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante santos? Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, soi, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida!. Entretanto, vós, quanto tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade?" 1 Co 6:1-5

Créditos: alguns textos retirados do livro: "Julgar, o dever do Cristão" – Rev. Doug Kuiper

Fonte: Bereianos

28/12/2010

Vida, tragédia, fé e milagre




Minha vida se organizou, também com tragédias. O primeiro grande drama aconteceu na breve existência de minha irmã caçula, que viveu apenas dois dias. Ela se chamava Gelsa, em homenagem a uma tia muito querida; era gêmea do Sergio, que sobreviveu. Recordo nitidamente, o desespero que nos sobreveio naquela época. Era véspera do Natal e meu pai estava preso. Morríamos de medo da polícia política dos ditadores e convivíamos com vergonha social – a vizinhança parava na frente de casa do “subversivo” – rótulo dado aos delinqüentes ideológicos que mereciam tortura.

Gelsa nasceu sem intestino e com uma hérnia umbilical estrangulada. Veio ao mundo, portanto, já condenada a morrer de fome. Em 48 horas, como os médicos prenunciaram, minha irmã se desidratou; sem conseguir digerir o leite materno, sucumbiu à inanição (Fraqueza extrema por falta de alimentação). Eu a segurei nos braços por apenas 30 segundos. Quando mirei seus olhos fechados, chorei lágrimas pré-adolescentes e provei um sal amargo, que ainda reconheço.

Devolvi minha irmã para um adulto e sai para fazer a primeira oração consciente que me lembro. Desesperado, clamei a Deus – não me recordo as palavras exatas: “Meu Deus, por favor, não deixe a minha irmã morrer; não permita que mamãe sofra mais, na cadeia o papai não vai aguentar”.

Não fui atendido. Deus não respondeu. Os céus se blindaram à voz de uma criança. Dois dias depois, nossa família aflita chorou ao lado da sepultura.

Desde essa primeira tragédia até hoje, meados dos cinqüenta anos de idade, já testemunhei angústias semelhantes. Nunca esquecerei aquela tarde. Meia hora antes de pregar, fui chamado para orar por uma criança com nove anos de idade que agonizava com leucemia. Logo que entrei no jardim da casa, seu pai me abraçou. O desespero daquele homem arranhou meu coração: ”Pastor, peça a Deus para tirar o câncer da Beatriz e colocar em mim. Não suporto o sofrimento da minha filha.” Quando me aproximei da menininha, deitada em posição fetal, magérrima um sussurrando uma dor atroz, joguei-me de joelhos ao lado da cama.

Pela segunda vez, clamei desesperado por uma menina. Eu via a irmã que perdera. “Deus, tenha misericórdia desta criança; por meio de teu filho, cura Beatriz.” Novamente as palavras bateram contra portas de aço. Poucos dias depois, acompanhei a família ao mesmo cemitério onde minha irmã jazia.

Recordo-me de uma família de missionários que, inutilmente, pediu, jejuou, convocou, uma multidão de “intercessores”, para que a filha de dezessete anos não morresse – a jovem havia caído de uma motocicleta, bateu a cabeça no asfalto e teve morte cerebral.

Quando vi o Ângelo, que era líder dos adolescentes de nossa igreja, contorcendo-se após um acidente automobilístico, perguntei ao médico o que as convulsões indicavam. Com lágrimas nos olhos por ver um rapaz de 19 anos naquele estado, respondeu-me: “Ele está descerebrando”. Ajoelhei-me na UTI do Hospital São Paulo como se implorasse por meu próprio filho. O Ângelo morreu 10 dias depois.

Paradoxalmente, acredito em milagres.

Respeito-as e não duvido de nenhuma experiência fantástica de livramento, provisão, resgate e cura. Entendo inclusive, o desatino de procurar invalidar as narrativas de milagre; não me proponho a esta tarefa perniciosa.

Quero tão somente, dar esperança aos que, como eu, amargaram o silêncio divino, Multidões não receberam resposta quando imploraram por milagre na hora mais terrível: “Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?”. Procuro ajudar pessoas a não perderem a fé porque tinham expectativa de cura e acabaram se frustrando. Alguns apelaram desde o abismo da aflição, mas não obtiveram resposta nenhuma. Pretendo mostrar que os silêncios divinos não são descaso ou desamparo, mas a condição, a maneira, como Deus organizou o mundo.

Considero, inclusive, que nossas inquietações possam ser respondidas na tentação de Jesus no deserto. Trato o episódio com chave de compreensão de como podemos lidar com a vida.

O Espírito levou Cristo até o deserto para ser tentado. Ali o diabo ofereceu três vantagens para que Jesus enfrentasse o desafio de viver: provisão, livramento e prosperidade. Caso aceitasse transformar pedras em pão, todos os famintos do mundo poderiam reivindicar a mesma coisa; se pedisse o socorro dos anjos, todos os acidentes seriam “evitáveis”; ao receber os reinos do mundo por decreto, o livre arbítrio humano ficaria anulado. Jesus rejeitou ter a fome satisfeita por magia; não permitiu que se criassem expectativas falsas de um mundo sem percalços; e rechaçou conquistar os reinos deste mundo pelo poder.

Preferiu mostrar em sua própria vida que liberdade era a maior dádiva que Deus nos concedera! Em minha caminhada com pastor e estudioso da Bíblia, constato que as comundiades religiosas interpretam os milagres dentro das zona de "plausibilidade", isto é, faz-se do sinal e da maravilha a prova que legitima a pregação.

Como os milagres mais complicados de se concretizarem poderiam invalidar a mensagem, os líderes se concentram nos que têm chances de "realmente" acontecerem. Assim, evitam-se as doenças "mais complicadas" e perde-se de vista, infelizmente, os que mais sofrem.

Olho para minha trajetória e reconheço: nos momentos mais cruciais da vida, na hora em que mais se precisava de um "enorme" milagre, ele simplesmente não aconteceu. Sinto que a antiga dor de ver a minha irmã morrer de fome, somada ás inúmeras tragédias que já presenciei, me despertaram a repensar o conceito de fé. Desejo advertir as pessoas que organizam a vida esperando possíveis milagres, explicando que terão enormes chances de se frustrarem. Temo que se decepcionem com Deus, com o que se entende por fé e com a vida.

pode sair do estágio infantil como força que "consegue mover o braço de Deus" ou de "abrir as janelas do céu" para ser uma coragem. Fé é uma aposta de que a sabedoria divina, com seu princípios e verdades, basta para que se enfrente os percalços e tragédias da vida.

Convido, assim, os que já sofreram, para que olhem a vida como uma maratona. Para você vencê-la, socorros sobrenaturais não são essenciais. Jesus de Nazaré encarou a história sem pedir a ajuda de anjos. Ele não evitou a cruz e, por isso, trinfou. A mensagem do Evangelho não promete imunidade ou alívio das tribulações, mas bom ânimo; o frágil Carpinteiro venceu na hora mais desolada.

Em seu clamor, "Eloí, Eloí, Sabactâni", encontramos uma certeza: é possível triunfar mesmo sem sermos poupados da morte.


Extraído do livro "Direto ao Ponto" de Ricardo Gondim.

27/12/2010

Ciúmes!

Por Maurício Arruda

Algo que atrapalha os relacionamentos é o ciúme. Quer seja nas amizades, na vida profissional, conjugal e certamente na vida ministerial.

O ciúme é tão ruim que as pessoas que o praticam tendem a crer que este sentimento é semelhante ao cuidado e o zelo. Uma espessa nuvem então é criada aos olhos dos ciumentos levando-os a crerem em suas razões para terem tais comportamentos.

Mas o ciúme pode crescer, se descontrolar e tornar-se uma doença. A partir daí não há mais cuidado e nem zelo, mas sim controle e desconfiança. Isto, no meu ponto de vista, não é mais o amor, já que se perde o respeito pelo outro, fundamental em qualquer relação.

Quantas vezes já não tivemos notícias ou até mesmo presenciamos cenas de brigas e até agressões? Pessoas que dizem amar o outro e que cometem atos irracionais, nomeados como ciúme, que colocam em risco a integridade física da outra pessoa, com ameaças, destruição de bens, etc. Além é claro de relacionamentos rompidos por atos banais e descontrolados que jamais resultam num final feliz.

O ciúme é como uma prisão. Isso não é sadio. Quando amamos alguém devemos dar-lhe ar e não impedir que esse (a) respire. Nosso objetivo principal deveria ser de ver as pessoas que amamos felizes, não uma marionete sem vontades, que podemos controlar o tempo todo, sempre à nossa disposição. Isso é claro sem nos esquecermos das escrituras:

Gálatas 5

19 Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia.
20 a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos.
21 as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.

Amizades são comprometidas, relacionamentos confiáveis perdem a confiabilidade deixando um rastro de manchas e que provavelmente, jamais serão os mesmos ainda que perdoados. Portanto os que vivem com este sentimento devem refletir a fim de melhorar a sua vida e seus relacionamentos quais quer que sejam, familiares, amorosos, profissionais, etc.

Temos que dialogar. Primeiro conosco mesmo: há motivos para esse sentimento? Será que estou num momento mais inseguro pessoalmente? E dialogar também com as pessoas contando como se sente em determinadas situações e buscar mudanças que procurem respeitar os relacionamentos.

Não se engane com suas explicações e interpretações equivocadas acerca dos comportamentos praticados. Não confunda cuidado com ciúmes. Evite este sentimento que é destruidor e possessivo e que te levará a relacionamentos não duradouros e superficiais, sentimento este que sufoca pessoas e criam ambientes hostis e agressivos.

Finalmente, se valha da palavra de Deus e ore para o Senhor mudar o seu comportamento a fim de que a palavra de Deus não seja apenas ouvida e sim uma prática em sua vida. Crie relacionamentos duradouros fundamentados no amor e estes, começarão a aparecer em sua vida quando sua atitude for diferente, ou seja, semelhante a de Jesus e seus ensinamentos. Somente desta forma agradaremos a Deus e ao próximo.

Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Romanos 8:8

No mais tudo na Santa Paz.

23/12/2010

Afrontas? O quê devo fazer?


Por Maurício Arruda


A vida com Deus é constituída por alguns fatores. Um destes chama-se “lutas”. Há quem diga o contrário e, diga-se de passagem, há um enorme perigo nestes discursos, onde é dito que quem passa por lutas, não está sendo abençoado. É o tal “evangelho da prosperidade” cheio de chavões evangélicos como: “Você nasceu para ser cabeça e não cauda”; “Tudo posso naquele que me fortalece”, entre outros jargões que pregados de forma equivocada, não produzem efeito duradouro nos cristãos e nem maturidade espiritual, pelo contrário, formam na verdade crentes alienados e superficiais.

Jesus, a encarnação do Deus Vivente disse em João 16:33b “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Nesta passagem Jesus nos exorta a termos bom ânimo para alcançarmos a vitória, ou seja, as lutas são inevitáveis. E são justamente nestes momentos de batalha, provações, lutas e desertos aos quais eventualmente estamos inseridos, que também chegam as afrontas e estas na maioria das vezes, são de origem demoníaca quer sejam opressões, pensamentos ruins e desanimadores ou até mesmo são afrontas vindas de irmãos em cristo, parentes, amigos, colegas de trabalho, etc.

A pergunta é: Qual tem sido nossa postura diante das afrontas?

21/12/2010

Sabedoria - Tenho ou Não?


Por Maurício Arruda


Hoje quero falar um pouco acerca de sabedoria. Você se acha sábio? O que é que vem a sua mente quando o assunto é sabedoria? Será que o tempo de igreja que temos diz respeito à sabedoria ou escrevermos um bom sermão a ser pregado significa ser sábio?

Creio que todos estes aspectos supracitados são relevantes na vida cristã, contudo se buscarmos nas escrituras sagradas, o que ela nos ensina acerca do assunto? Vejamos:

Tiago 3

13 - Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria.

Se a nossa vida cristã, ou seja, o que o evangelho tem feito em nossas vidas não influencia diretamente em meu modo de viver fora das quatro paredes (igreja), o verso acima não faz parte da minha vida.

Logo a sabedoria que supostamente achamos que temos, é humana e não divina. Em outras palavras, se entendemos que ser sábio diz respeito a conteúdo exterior e não interior, esta sabedoria não provém de Deus. O evangelho quando vivido traz transformação interior e esta uma vez manifesta, produz sabedoria que vem de Deus mediante nosso procedimento é o que diz Tiago 3:13.

Nos enganamos quando achamos que o tempo de igreja ou até mesmo o quanto somos espirituais são demonstrações de sabedoria. A sabedoria que vem de Deus traz consigo transformação interior.

É desta forma que saberemos agir nos acontecimentos que envolvem nossa vida. É quando me calo quando na verdade poderia falar “um monte” para meu cônjuge, pois a razão está do meu lado. É é quando sou injustiçado no meu trabalho e ao invés de chutar tudo pra cima e pedir demissão, dobro meus joelhos no banheiro clamando por justiça de Deus, ou quando sofro perseguição dentro da igreja e a sabedoria de Deus me conforta com maturidade dando-me a oportunidade de ser paciente e crer na intervenção do Senhor à dizer que ninguém presta.

Sabedoria segundo Tiago 3 está diretamente relacionado ao meu comportamento interior traduzido em minhas atitudes e jamais aos aspectos exteriores. Com isso posso afirmar categoricamente que ter sabedoria de Deus diz respeito ao que faço, ao que executo e não ao que penso, ouço e absorvo. Contudo existem outros aspectos que devem ser observados conforme a continuação dos versos. Vejamos:

Tiago 13

14 - Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
15 - Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.

Em algumas traduções encontramos “ciúmes” no lugar de “inveja”. Existe algum resquício destes sentimentos em sua vida? Alerta máximo! E sentimento faccioso alguma fagulha? Se a resposta é "sim existe", o melhor a fazer é pedir perdão e misericóridia de Deus para que estes sentimentos sejam extirpados, arrancados com raiz e tudo de uma vez por todas, pois tratam-se de sentimentos diabólicos presentes e sua vida.

Quero terminar esta postagem convidando o amigo leitor a refletir no término deste capítulo de Tiago. Creio que mais do que uma simples conclusão minha, as escrituras se tornam mais uma vez suficientes para entendermos verdadeiramente se temos ou não sabedoria, ou melhor, se nossa sabedoria é terrena ou proveniente de Deus.

Tiago 13

17 - Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.
18 - Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz.

No mais tudo na Santa Paz

15/12/2010

Quando Deus te dá um Dom

Por Maurício Arruda


Quantos de nós já recebemos um dom de Deus? E se já recebemos e temos verdadeiramente esta convicção, o quê temos feito com este dom?

No capítulo 1º verso 17 de Daniel, Deus concede conhecimento, inteligência e sabedoria a quatro jovens a saber, Daniel, Hananias, Misael e Azarias mais tarde conhecidos como Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abednego respectivamente.

Daniel 1:17 Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos.

Note que a Daniel Deus deu um dom específico. Mas ao meditar em todo capítulo 1 e 2 de Daniel, aprendo 3 coisas muito importantes que quero partilhar com o amigo leitor; não quero aqui entrar em nenhum jargão evangélico de pregadores que usam terminologias supostamente milagrosas como: "7 passos para enriquecer" ou "10 maneiras de conquistar o favor de Deus", entre outras, mas pretendo apenas partilhar o que o Senhor ministrou em meu coração ao meditar nestes 2 capítulos. Vamos a elas:

- Quando Deus dá um dom, este é deve ser usado para que os propósitos dEle se cumpram e não para que nos tornemos crentes especiais ou mega-espirituais a fim de sermos melhor que outros irmãos, ou seja, o dom que Deus nos dá, não é para uso exclusivo, mas sim para servir aos demais.

A primeira interpretação revelada a Daniel oriunda de Deus é usada para o benefício de muitos, pois Nabucodonosor, rei da Babilônia, havia decretado morte a todos sábios da época, pois nenhum destes tinham sabedoria suficiente para revelar ao rei um sonho misterioso que o mesmo teve e andava perturbado por conta disso, e Daniel pertencia a esta classe de pessoas. Note que o dom que Deus deu a Daniel o livrou da morte nesta ocasião.

Daniel 2:13 E saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos.

Daniel 2:19a Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite.

- Quando usamos o dom que Deus nos deu, seja este, musical, pastoral, intercessório, etc, temos que glorificar ao Senhor, pois a glória jamais será nossa. Toda capacidade vem dEle. Muitas vezes empolgados ou vaidosos, sequer lembramos-nos de dar graças a Deus que é quem nos concedeu o dom. Vejamos o exemplo de Daniel antes de ir ao rei revelar o sonho.

Daniel 2:19b Então Daniel louvou o Deus do céu.

Daniel 2:20 Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força.

Até o versículo 23 do capítulo 2, Daniel exalta a Deus e mais uma vez no verso 28 o Senhor é enaltecido, atitude que demonstra humildade e reconhecimento da parte de Daniel e só a partir do verso 29 Daniel inicia a revelação do sonho ao Rei.

Louvado seja Deus por toda sua palavra que nos instrui, corrige, exorta e alimenta. Todo capítulo 1 e 2 de Daniel é uma verdadeira lição que podemos aplicar a nossa vida com Deus, para que o nome dEle seja glorificado através de nossas vidas e certamente dos nossos dons, afinal estes vem dEle.

No mais tudo na Santa Paz.

13/12/2010

Cansei de ser Evangélico - Parte II



Por Maurício Arruda


O assunto é extenso mesmo e daria até um livro, mas vamos aos pontos principais e relevantes. Deixei de ser evangélico!

Não quero fazer parte dos que são crentes dentro da igreja, pois pra mim igreja começa da porta pra fora e não ao contrário. Não quero fazer parte da estatística de gente manipuladora que usa de cargos eclesiásticos para demonstrar autoridade, mas sequer conhecem o verdadeiro significado da palavra serviço e conhecem muito bem a palavra "ser visto". Gente que abre a boca para cantar o que não vive assim como está escrito em Marcos 7:6 Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim.

Isso sem falar no pouco conhecimento bíblico, na falta de transparência e no modelo pífio que estes demonstram. A hipocrisia reina no meio evangélico!

Deixei de ser evangélico porque não desejo ser reconhecido como parte de algo ruim, maquiado e que cheira mal. Gente que é super espiritual na igreja, mas fora dali são munidos de armas destruidoras como fofoca, soberba, ciúmes, mentiras, manipulações e maldade. Deixei de ser evangélico, pois conheci a perseguição dentro da igreja, mais ou menos algo do tipo, o que vale para um, nem sempre vale pra todos.

Deixei de ser evangélico, pois não creio que temos que dizer amém para todas as coisas e, questionar e pensar faz parte da vida cristã, mas não faz parte dos “evangélicos” por isso deixei de ser, afinal questionamentos e não concordar com tudo é "rebeldia".

Conheci também, gente que faz tudo por "debaixo dos panos", em outras palavras, pessoas que falam ao pé do ouvido, que tiram conclusões levianas e praticam toda sorte de equívocos e descartam a auto-análise. Gente que não tem equilíbrio e julgam os semelhantes, como se fossem donos da verdade e nunca enxergam o próprio nariz, ou seja, o errado é sempre o outro. Gente que fala às escondidas, deturpam fatos, maquiam a verdade, e mais, não abrem mão da cópia oculta nos emails. Preferia não tê-los conhecido, mas de tudo se tira algo proveitoso...

Pior do que isso é ter visto estas pessoas estragar ou influenciar outras e, diga-se de passagem, pessoas leais e verdadeiras. Conheci também gente boa, transparente, idônea, servos, que dizem sim sim e não não, mais chegados que um irmão, mas vítimas também dos "evangélicos". Por isso concluo que não quero ser "evangélico!".

Um dia assisti a um culto onde um sábio pregador disse que 80 % da igreja brasileira é "evangélica" e 20 % vivem o evangelho. Quero fazer parte da minoria! Minoria que andou com Jesus, que disse não às prática mundanas e "evangélicas".

Quero fazer amigos mais chegados que irmãos, mas não tenho nenhuma pretensão de que isso aconteça abundantemente, pois sei que estes amigos estão nos 20 %, contudo creio que o Senhor me guiará até estes e vice-versa. Como diz a minha amada e futura esposa, precisamos fazer parte dos "poucos escolhidos" doa a quem doer. Iremos trilhar este caminho e por isso afirmo em letras garrafais "Deixei de ser evangélico!".

Não sustentarei mais relacionamentos cheios de interesses e de meias verdades, ainda que tenha que começar praticamente do zero. Amizades desleais não farão mais parte do meu "network gospel evangélico". Vou optar por ter poucos amigos afinal amigos são poucos, mas estes poucos serão verdadeiros.

Tolerância zero para os "evangélicos" e sinceramente a maioria destes que falo, são pessoas que já sairam do leitinho, contudo, são superficiais e rasos e o pior, é que influenciam pessoas e formam discípulos, ainda que estes caiam na teia e confirme seu carimbo de "evangélicos".

Eu continuarei crendo que a cada dia preciso mudar algo em minha vida para ficar mais parecido com Jesus e menos evangélico. Continuarei fazendo minha auto-análise, pois creio verdadeiramente no que Paulo disse em Romanos 7:24 "Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?".

Portanto preciso continuar a seguir Jesus negando a minha carne, aprendendo com o simples e puro de coração, aprendendo com o manso e humilde e até mesmo com estes "evangélicos" que me ensinaram a não ser como eles.

Que Deus nos abençoe!

Cansei de ser Evangélico - Parte I


Cansei da hipocrisa! E por isso vou deixar de ser evangélico. Claro tenho muitas razões, mas duas destas são mais que necessárias para chegar a esta conclusão. Deixei de ser evangélico! Não quero mais fazer parte deste circo, clubinho de entretenimento de gente ignorante e hipócrita, tanto no aspecto de conhecimento bíblico como em caráter. Alguns anos se passaram e é chegada a hora de dizer, "chega ficou insustentável!".

Assim, minha primeira razão para deixar de ser evangélico está no fato de que essa gente, os evangélicos, não sabe o que ser evangélico significa. Pergunte a maioria de seus amigos evangélicos: o que é o evangelicalismo? Qual sua origem? Quais seus postulados? Faça um teste, e comprove: quase absoluta ignorância. Somos uma geração que nada sabe sobre os Grandes Depertamentos, ou sobre nomes consagrados de nossa tradição evangélica, como Jonathan Edwards, John Wesley, Charles Finney, Dwigth L. Moody, etc. Nem mesmo o contemporâneo Billy Granham escapa imune a nossa ignorância crônica. Aliás, o Billy só volta ao imaginário dos "gospi" quando algum aloprado escatólogico faz malabarismo para associá-lo a sociedades secretas, e a complôs promotores do Anticristo... Em contrapartida, sabemos tudo sobre espiritos territóriais, ex-satanistas, ex-noivas-do-Capeta, símbolos satanistas ocultos, pregadores-sem-língua, maldições hereditárias, e, claro, campanhas de Sementes, com Bíblias superfaturadas.

Por falar em Bíblia, eis minha segunda razão para deixar de ser evangélico: somos um povo ignorante das Escrituras, e da Teologia! Não só isso, além de ignorantes, temos orgulho do fato! Dia após dia, cresce a idéia de que um cristianismo realmente bíblico, que segue o modelo da Igreja Primitiva, é um cristianismo anti-intelectual.

Canonizamos a ignorãncia. Tal blasfêmia sempre esteve presente, com honrosas excessões, na religiosidade pentecostal (de onde eu venho), mas não é privilêgio apenas daquele grupo, infelizmente. Mas, como pentecostal de berço, vou me ater ao que diz respeito a minha experiência mais imediata. "Igreja do Senhor!" - esbraveja o falastrão: "eu tinha um sermão prontinho para vocês esta noite; porém, quando eu chegei neste lugar, o Espírito Santo mudou tudo – fez aquele rebuliço! Por isso, quero lhes dizer que tenho uma mensagem vinda diretamente do céu para vocês! Hoje, eu não quero nada com Teologia: Deus vai falar diretamente com você!”.

Só tem um nome para isso: apologia da burrice. Atitude que não encontra nenhum paralelo no exemplo deixado por Jesus Cristo: "E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que deles se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24.27).

Que ousadia têm aqueles pregadores e cristãos que desprezam o saber teológico, preferindo em seu lugar qualquer outra coisa, como experiencias e emoções! Eles se acham melhores que Cristo? Eles se consideram mais eficazes que o próprio Senhor, a quem dizem servir e amar? Do contrário, não é certo que deveriam seguir Seu exemplo? Como se atrevem a desprezar aquilo que Seu Deus valorizou?

Intimamente relacionado ao que foi dito acima, identifico minha terceira razão para deixar de ser evangélico. Aqui, um boa dose de cautela, pois estarei pisando em terreno perigoso. Inicio meu argumento com uma exemplificação: que dirá um cristão evangélico contra um cristão católico que, por exemplo, acredita em Purgatório?

Resposta bem fácil: "A Bíblia não fala nada sobre um Purgatório, meu filho, acorda!". De fato, e não falando, os evangélicos se recusam a se submterem a um dogma extra-bíblico. Sabem o motivo? É que um dos pilares do Evangelicalismo vem direto da Reforma Protestante: o sola scriptura, segundo o qual, nada do que não esteja explicitamente ensinado nas Escrituras possa ser imposto aos crentes. Mas, ironicamente, aqui nasce um problema para os evangélicos de nossos dias: quando se trata de passar suas próprias tradições e práticas pelo crivo das mesmas Escrituras, ele rapidamente se saírão com a excusa de "não julgueis para não serdes julgados", ou qualquer imbecilidade como "cuidado, o cara é ungido Senhor; e não se deve tocar nos ungidos". Santa hipocrisia!

Admito, meus queridos, que há gente na Igreja Brasileira que ainda faz jus ao título "evangélico". É possível que os mesmos sintam-se injustiçados com minhas generalizações. Me solidarizo, acreditem. Infelizmente, por mais triste que seja, o termo evangelico perdeu seu valor, não por si mesmo, mas pelo mau cheiro de quem não lhe soube extrair o perfume. E, cá entre nós, nada mais eficaz para despertar um moribundo que uma boa descarga eletrica no peito: ou acorda, ou bate as botas de vez!

De modo que, tomo a liberdade de me definir como "um cristão, a favor do Evangelho, mesmo que precise ir contra os evangélicos". Fico com a alegria de saber que Jesus, o qual tenho como exemplo de toda boa conduta, não foi "evangélico".


Fonte: Genizah e algumas poucas palavras minhas

11/12/2010

A influência de Jezabel


Por Maurício Arruda


Infelismente a cegueira espiritual ou a falta de discernimento conduzem as vítimas ao erro e quando percebem já é tarde para impedir o estrago. Eis aqui algumas características que acompanham a operação desse espírito demoníaco.

Lembremos também que uma característica pode ser bem visível enquanto outra pode estar oculta, mas mesmo assim mostrar-se bem acentuada. Uma manifestação prolongada de qualquer uma dessas características exige uma avaliação mais atenta do indivíduo e da situação. Vejamos algumas destas caracterísitcas:


- Para aumentar seu favor, o indivíduo muitas vezes se aproxima do pastor e dos líderes locais e depois busca encontrar o elo mais fraco afim de dominá-lo. Seu objetivo final é governar toda igreja.

- Em busca de reconhecimento do pastor e dos membros, o indivíduo forma associações estratégicas com pessoas que são reconhecidas como espirituais e têm influência na igreja.

- Para parecer espiritual, o indivíduo busca reconhecimento manipulando as coisas e buscando tirar vantagem. Muitas vezes, compartilha sonhos e visões provenientes de sua própria imaginação ou que ouviu de outros.

- Quando o indivíduo recebe um reconhecimento inicial, geralmente responde com falsa humildade. No entanto, tal atitude não dura muito.

- Com motivos impuros, o indivíduo busca se aproximar de outros. Parece desejar fazer "discípulos" e precisa de constante afirmação de seus seguidores.

- Ansioso para conseguir o controle, ele reúne as pessoas e procura ensiná-las. Embora, a princípio, o ensino possa ser correto, ele apresenta "doutrinas" que não possuem fundamentos na palavra de Deus.

- Enganando os outros com profecias carnais e falando aquilo que as pessoas gostam de ouvir, ele busca acima de tudo conseguir credibilidade. Profetiza meias verdades ou fatos pouco conhecidos, como se fossem revelações divinas, torcendo seus pronunciamentos anteriores e fazendo parecer que se cumpriram na íntegra.

- Mascarando uma auto-estima deficiente com orgulho espiritual, ele deseja ser visto como a pessoa mais espiritual da igreja. Pode ser o primeiro a chorar, clamar, etc, afirmando estar recebendo uma carga de Deus. No entanto, não é diferente dos fariseus que queriam que suas boas ações fossem vistas e suas virtudes reconhecidas pelos homens.

- Lamentavelmente a vida familiar desse indivíduo é turbulenta. Ele pode ser solteiro ou casado. Quando é casado, seu cônjuge geralmente é espiritualmente fraco, não convertido ou miserável. Esse indivíduo tem tendência de dominar todos os membros de sua casa.

Existem outras características que são vistas nas pessoas que são influenciadas pelo espírito de Jezabel que podem ser vistas na bíblia e no livro de John Paul Jackson.


Do livro "Desmascarando o espírito de JEZABEL" de John Paul Jackson.

08/12/2010

Claro! A culpa é do diabo.

Vivemos em um mundo difícil, e nem tudo que acontece de ruim é culpa do diabo, isto porque estamos sujeitos à lei da semeadura, tudo que plantamos isso colhemos. Se vivermos em mentira isso colheremos, se não olhamos onde pisamos certamente um dia tropeçaremos, se corremos demais de moto ou carro um dia sofreremos um acidente. O problema do caráter nestas horas nunca é mencionado, o orgulho não deixa. É mais fácil por a culpa no diabo.

Lembrei-me do apóstolo Paulo quando tomou um navio que foi sacudido por uma terrível tempestade, bateu nas rochas, sofreu naufrágio e quase que morreram todos. Não se ouve uma só palavra do apóstolo contra Satanás (Atos 27). Pelo contrário, ele havia percebido condições climáticas que desaconselhavam uma viagem de navio, e com bom senso deduziu que seria melhor permanecer onde estavam (ah, como falta bom senso em tantas decisões que tomamos, e depois a culpa sobra pra “ele”). De qualquer maneira, quando desembarcaram na ilha de Malta ele curou um homem enfermo e testemunhou do Deus vivo.

Virou moda culpar o diabo pelos desvios de caráter: preguiça, prostituição, fofoca, mentiras, adultério… dizem que é coisa do demo. Opinião equivocadíssima, pois a Bíblia diz que isso é “defeito” seu, você nasceu com ele, homem carnal. Está lá no seu “DNA espiritual”. Portanto assuma e mude de comportamento. Ao preguiçoso, por exemplo, Salomão manda observar as formigas: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso”. Não há nenhum “demônio da preguiça” na pessoa – ela que é “folgada” mesmo.

O próprio Jesus já ensinava: “De onde procedem a prostituição, o adultério, a malícia? Mais uma vez a origem do problema não vem de fora, mas de dentro: “É de dentro do coração do homem”.

Marcos 7

20. E dizia: O que sai do homem isso contamina o homem.
21. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios,
22. Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.
23. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.



Mau comportamento, xingamento, mentiras, fofoca, hipocrisia, gritaria, é coisa do diabo? Pode ser que sim, mas normalmente é ignorância mesmo, falta de caráter, falta de temor a Deus. E Paulo não manda expulsar nada, mas dá um conselho: “Longe de vós toda cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia, e bem assim toda malícia” (Ef 4.31). Ou seja, ele manda a pessoa tomar consciência desse comportamento inadequado, ridículo para um crente e parar com isso.

Toda enfermidade tem origem no diabo? Depende. Foram poucos os casos de cura que Jesus mencionou tal coisa. Quando Paulo escreve a Timóteo, que sofria de “freqüentes enfermidades do estômago”, ele simplesmente manda tomar “um pouco de vinho” (como remédio), e ponto final. Não há nenhuma menção, nenhuma advertência, nenhuma explicação sobrenatural para a doença do jovem Timóteo. E o conselho de Paulo é simples: se cuida, e toma o remédio regularmente! Em outras palavras: para fatos e acontecimentos de origem natural, lida-se de forma natural. O Deus do sobrenatural também é o Deus do cotidiano. O Senhor do extraordinário também se manifesta no ordinário.

Foi dado uma prova a um grupo de seminaristas, o tempo era de 60 minutos para concluir, o tema era: Fale sobre Deus e fale sobre o Diabo. Um seminarista começou a escrever sobre Deus, sua grandeza, sua obra e quando  viu faltava 1 minuto para esgotar o tempo. Pegou rapidamente uma folha em branco escreveu o titulo Satanás. E logo abaixo escreveu: “Não ha tempo para Satanás”. Ganhou em primeiro lugar.



Fonte: Jesus Site

06/12/2010

Mais fofoca e mais mentiras - Até quando?




Tiago 3

1 - Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.
2 - Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.
3 - Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.
4 - Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.
5 - Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.
6 - A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
7 - Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;
8 - Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.
9 - Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
10 - De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
11 - Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
12 - Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.

Através da linguagem o homem tem se comunicado com o seu próximo desde a sua criação. É impossível precisarmos quantas palavras nós pronunciamos desde a nossa meninice até a hora da morte, porém de todas iremos prestar contas diante de Deus. Nem sempre as palavras por nós proferidas têm sido aprovadas diante de Deus, pois a nossa língua é um instrumento que pode ter uma dupla finalidade: Para bênção ou para maldição. A língua do homem é como abelha; tem mel e tem ferrão.

O assunto é tão demoníaco que o verso 6 diz que a língua maldita é inflamada pelo inferno. Muitas vezes o achismo é que as pessoas a proferirem mentiras e coisas malditas. Por se achar isso e aquilo o indivíduo despara a língua como acha conviniente, enganando-se a si mesmo, criando fantasias em sua mente com pressupostos e consequentemente amaldiçoando o próximo que é feito à semelhança de Deus (vs. 9).

Outro apecto tão ruim como a mentira é a fofoca, que neste caso tem dois agravantes. Primeiro: é a língua maldizente e difamadora; segundo: a fofoca que é abominável aos olhos de Deus, e sobretudo uma atitude de quem ainda não está completamente nos caminhos de Deus conforme os versos 11 e 12.

Mentira

“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com seu próximo;…” (Ef 4.25)

A mentira é um dos piores efeitos da linguagem, pois uma língua mentirosa pode destruir famílias, desestruturar igrejas, prejudicar pessoas em diversas áreas; Sl 109.2 “Pois a boca do ímpio e a boca do enganador estão abertas contra mim. Têm falado contra mim com uma língua mentirosa.”

Pv 6.17 “Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente”. Muitas pessoas, inclusive na Bíblia foram vítimas deste pecado cujo pai é o diabo (Jo 8.44 Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”.

A Bíblia diz que os mentirosos ficarão de fora do Reino de Deus. Muitos cristãos mentem em casa, no emprego e até mesmo quando cantam na igreja, pois dizem coisas que não condizem com a realidade de suas vidas. As vezes pensamos que uma pequena mentira não tem problema e nos esquecemos que pecado é pecado, não existe pecado pequeno nem pecado grande.

Muitas vezes usamos de argumentos desprovidos de base bíblica para proferir mentiras. Ora é porque nos preocupamos com o próximo e queremos só o bem daquela pessoa, ora é porque não achamos justo isso e aquilo e por aí vai a gama de enganos que sobem ao coração do homem, e por desconhecer ou não praticar a palavra de Deus, cai nesta cilada maligna.

Por isso assim como o salmista disse, minha oração hoje é: "SENHOR, livra a minha alma dos lábios mentirosos e da língua enganadora." Salmos 120:2

Fofoca

“O mexeriqueiro revela o segredo, mas o fiel de espírito o mantém em oculto.” (Pv 11.13)

Por falta de freio na língua, crentes falam mal do pastor, dos obreiros, e dos outros irmãos da igreja. São os crentes mexeriqueiros, às vezes até caluniadores (Sl 15.1-3 SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Aquele que não difama com a sua língua…), que têm as características citadas por Tiago no nosso texto base: língua peçonhenta, que é o mesmo que venenosa (Sl 140.3 Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios), indomável, e com poder de destruição comparado ao pequeno fogo que incendeia uma grande floresta.

O apóstolo Paulo, escrevendo ao pastor Timóteo, adverte a respeito das pessoas que se tornavam levianas contra Cristo e começavam a andar de casa em casa observando a vida dos outros e falando o que não convinha. O ministério da igreja deve estar atento a este mal e combatê-lo com a mesma ênfase que o faz com a prostituição, roubo e outros tipos de pecado.

Quem fala mal de seu irmão não pode dizer que o ama e sem amor não podemos ver a Deus (Lv 19.16 Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo). (TG 4:11) - Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.

Mais uma vez a postagem, vem falar das atitiudes que "não" devem ser cometidas para quem quer "verdadeiramente" caminhar com Deus. Espero realmente, que mais do que ler, os valores cristãos fudamentados na palavra de Deus estejam presentes em nossas vidas. E para aqueles que ainda cometem tais práticas, ainda há tempo para deixá-las, não por mim, mas por Jesus que derrotou o diabo, pai da mentira, e deixou a sua maravilhosa palavra para instruir todo aquele que deseja segui-lo.


Arrependa-se!

02/12/2010

Você é amigo de verdade?


Por Maurício Arruda


O que é ser amigo para nós cristãos? Frequentar as comunhões e ter sempre estampado um sorriso nos rosto ainda que hipócrita? Sentar ao lado da mesma pessoa nos cultos? Ter as pessoas em minhas redes sociais, fotos e frases triunfalistas? Ser descolado e sempre garantir a alegria e descontração em determinados grupos ou dizer sim para tudo o que me oferecerem, afinal alguns definem que amigo bom é aquele que está sempre junto, independente se é certo ou errado o que se faz?

A bíblia define de outro modo o papel para ser um amigo de verdade. Em Provérbios 27: 6 lemos "Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos." O quê aprendo com a segunda parte do verso "mas os beijos do inimigo são enganosos?" De acordo com esse versículo, muitas vezes ficamos confusos sobre quem são nossos amigos e inimigos, contudo entendo que temos uma tendência de amar as pessoas que nos “beijam”, afirmando-nos e nos dizendo o que queremos ouvir. “Você estava certo em ficar com raiva.” “Você não merece ser tratado dessa maneira.”

Mas a Bíblia diz que da mesma forma que lobos podem aparecer em pele de cordeiro, nossos inimigos também podem “vestir-se” como amigos. E a fantasia que usam são muitos “beijos”. Em outra passagem, a bíblia diz que "há um amigo mais chegado do que um irmão" (Provérbios 18:24). Irmãos são todos os que professam a mesma fé, amizade vai muito além disso. O papel do amigo, além de estar sempre caminhando ao lado de nós, é visto por outra ótica e, diga-se de passagem, pouco comum no que vemos hoje em dia.


Poucos de nós têm o tipo de amigos que a Bíblia diz que precisamos. Isso porque o que se fala sobre amizade, hoje, é muitas vezes uma imitação barata do que realmente é. Segundo o livro dos Provérbios, um verdadeiro amigo irá, ocasionalmente, ferir você. Agora pense nisso por um momento. A ferida dói. Não é agradável. Pode levar algum tempo para sarar. Ninguém acorda de manhã e diz: “Eu espero que eu fique ferido hoje!” Não, nós geralmente acordamos esperando que o dia vá acontecer à “nossa maneira”, ou seja, confortável, fácil e sem complicações. Ferimentos não se encaixam nesse quadro, mas beijos com certeza.

Mas o verso nos ensina que "leais", são as feridas do amigo. Em outras palavras poderíamos afirmar que o amigo terá palavras duras a nosso respeito, mas certamente estas palavras nos conduzirão a vida. Não o que o mundo ensina e ao qual estamos acostumados no que se refere a amizade.

Amigo de festas, passeios, comunhões, baladas e sorrisos constantes. Isso é fantasioso! A vida não se constitui apenas dos momentos felizes e 100% de acertos. Erramos constantemente, pecamos, choramos, iramo-nos, nos aborrecemos, contudo o amigo é aquele que tem também estes valores. pois também fazem parte da sua vida.

Amigo é aquele que coloca em risco a amizade, mas não omite ou mascara os percalços da vida, pois muitas vezes é difícil falar o que o outro não quer ouvir, mas isto é virtude de que é verdadeiramente amigo. Longe de se ter razão em tudo que fala, devemos orar a Deus para nos dar humildade suficiente e sabedoria para lidar com este assunto, afim de não omiti-lo e fazer da amizade algo mentiroso, superficial, falso, hipócrita e diferente do que a palavra nos ensina.



Uma velha canção de um poeta secular me vem à memória e também resume uma verdadeira amizade:

A amizade nem mesmo a força do tempo irá detruir;
Somos verdade! Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir;
Quero chorar o seu choro;
Quero sorrir seu sorriso;
Valeu por você existir amigo!

Será que temos sido verdadeiros amigos, ou apenas construimos amizades que nos convém, pois de certa forma tiramos algum proveito disso que chamamos de amizade?

Neste assunto tão sério que não se faz com meias verdades, o bom mesmo é meditar na palavra de Deus e mais do que isto, colocá-la em prática em nossas vidas, ou melhor em nossas amizades.

Que Deus nos abençoe!

Nele, o verdadeiro e incontestável amigo!


Pensando em minhas amizades e coloborando mais um vez com o blog Cristão Sim Alienado Não .

O que é evangelho?

John Piper demonstra através da bíblia fundamentos para se entender o evangelho do Reino.


O que é o evangelho? from iPródigo on Vimeo.
 

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